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Deuses ligados ao culto funerário, responsáveis por ajudar o defunto na viagem para o Além.

Filhos de Hórus é a designação dada a quatro deuses do Antigo Egito: Imseti, Hapi, Duamutef e Kebehsenuef. Estes deuses estavam estritamente ligados ao culto funerário, não tendo sido alvo de nenhum culto em templos. Pouco se sabe sobre a origem destes deuses, que já eram vistos como filho do deus Hórus desde a época do Império Antigo. Nos Textos das Pirâmides são mencionados quatorze vezes, sendo responsáveis por ajudar o defunto na sua viagem para o Além. No Livro das Portas colocam correntes nas serpentes aliadas de Apopi, o inimigo de Ré, que quer destruir a barca solar onde o deus viaja. Alguns textos referem-se a eles como estrelas, surgindo os seus nomes nas listas de estrelas da época do Império Novo. Cada um deste deuses era visto como o guardião de um dos órgãos internos do falecido. Durante o processo de mumificação os órgãos internos eram retirados e colocados nos chamados vasos canópicos. A partir da XVIII Dinastia a tampa destes vasos passou a reproduzir a cabeça destes deuses (anteriormente reproduzia-se a face idealizada do defunto). Cada deus estava também associado a um ponto cardeal e a uma deusa.

As divindades eram também relacionadas com o deus Osíris, presidindo ao ato de pesagem do coração (psicostasia) na "Sala das Duas Verdades", segundo uma passagem do Livro dos Mortos. Neste caso era representados de outra maneira, com os seus corpos com forma de múmia, em pé sobre uma flor de lótus.

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O Ladrão e o Faraó

Quando eles entraram na sala a correr, o astuto ladrão já tinha desaparecido. E a princesa desatara aos gritos. Segurava uma mão humana, mas na extremidade do braço não havia

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O náufrago

Disse o excelente companheiro: «Alegra o teu coração, comandante! Repara, nós regressámos a casa. Já se pegou no maço, já se espetaram os paus de atracagem, a amarra da proa está presa em terra. Os louvores foram feitos, o deus foi louvado, e cada homem abraça o seu companheiro. A tri­pulação voltou sã e salva, não houve perdas na nossa expedição. Atingimos a extremidade do país de Uauat e passámos por Senmut. Eis que regres­sámos em paz, este é o nosso país; estamos já em casa! Agora ouve-me, comandante, eu sou um homem que nunca exagera. Purifica-te, verte água sobre os teus dedos e, depois, poderás responder ao que te é perguntado. Dirige-te ao rei com ânimo, respondendo sem hesitações quando te for dirigida a palavra. A boca de um homem pode salvá-lo, o seu discurso poderá apaziguar um rosto zangado. Bem, não interessa, faz então o que quiseres, torna-se aborrecido falar contigo!

Mitologia Egípcia
Hino à Osíris - Romé
Salve a ti,sempre venerável, sempre grande, no teu nome de grande prestígio, filho venerável que sai de sua caverna! Não há deus que ele não tenha feito, ele, o senhor da vida
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Cosmogonia
Mitologia Egípcia
A criação do mundo por Atum

Nada ainda existe no mundo a não ser Nun, o grande oceano primitivo que um dia será chamado pelos sábios de “sagrado Nilo”. Ao seu redor, reinam o silêncio, as trevas e o caos infinito, não havendo ainda olho humano que possa perceber a ausência das formas, dos volumes e das cores. Não há nem mesmo morte nesse opaco universo, já que vida alguma existe ali. O informe deus Nun permanece imerso desde sempre em seu sono primitivo, não passando ele — e o próprio universo, já que Nun e ele se confundem — de um grande espelho liquefeito de águas imparciais, escuras e salientes, a refletirem o nada inexpressivo que habita o mundo. E então, inesperadamente, o grande mistério acontece: Nun começa subitamente a mover-se, despertando, enfim, de seu longo sono primordial. Negras tempestades agitam o espelho opaco das águas revoltas enquanto grandes massas escuras de água são lançadas para o alto, fazendo explodir em todas as direções, imensos e trepidantes jorros de espuma negra. Aos poucos a força vital de Nun começa a operar, e das profundezas do mar revolto surge lentamente uma pequena ilha envolta pelo impenetrável manto da escuridão. Um primeiro progresso se fez perceber, pois onde antes havia somente uma, agora ha duas trevas: a treva imóvel da terra e a treva ondulante do mar.

Mitologia Egípcia
A criação do mundo por Ptah

A sua Enéade está diante dele como os dentes e os lábios de Aton, como o sêmen de Aton. A Enéade de Aton formou-se a partir do seu sêmen e dos seus dedos. A Enéade é verdadeiramente os dentes e os lábios na boca que proclamou o nome de todas as coisas. Dela saíram Chu e Tefnut, assim nasceu a Enéade. O coração manifestou-se sob a forma de Aton. A língua manifestou-se sob a forma de Aton. O deus maior é Ptah, que fez confiar a vida a todos os deuses e aos seus Kau. O seu coração é onde Hórus se manifesta em Ptah. A sua língua é onde Toth se manifesta em Ptah. Então o coração e a língua tornaram-se nos que têm poder sobre os membros, segundo o ensinamento que surge em todo o corpo e em toda a boca de todos os deuses, de todos os homens, de todo o gado, de todos os vermes e de todas as coisas vivas, de acordo com o plano que comanda todas as coisas que ele ama. A visão dos olhos, o escutar das orelhas e o respirar da garganta sobem diante do coração. Ele gerou todos os deuses, e completou a sua Enéade. Na verdade, toda a palavra divina nasce a partir do conhecimento do coração e do comando da língua.

Mitologia Egípcia - O mito como emotividade
Antropogenese
Mitologia Egípcia
A criação dos homens

Rá era o grande deus que no princípio apareceu sob a forma de Nun. Diariamente, Rá percorria o seu caminho solar no horizonte. Ele era o pai dos pais e a mãe das mães. Despojou-se de tudo aquilo que havia nele. Levou muitos nomes e apareceu sob muitas formas, com os nomes de Aton, Hórus de Hekem e Horakhti. Rá formou a terra e povoou-a de plantas e animais. Ordenou as águas e deu-lhes o seu rumo. Então uma vaca surgiu das águas e tornou-se no céu sobre a água e a terra. Rá também governava os arcanos para lá do horizonte e pacificava os deuses que estavam descontentes ou ociosos. Para criar os homens chorou, e das suas lágrimas surgiram os homens que povoaram a terra. Ofereceu também aos animais o milagre do amor e tornou-os ativos, para que eles pudessem desfrutar da sua existência no mundo. Depois regulou a duração da noite e da duração do dia. Fixou as estações e fez com que o rio Nilo, sazonalmente, inundasse as terras e depois se retirasse para o centro do vale, para que homens e animais pudessem viver. Para regozijo do país e para que o recordassem, instituiu um calendário de festas.

Textos
Civilização Egípcia
A rainha Isis

Mãe e rainha

O túmulo do faraó Tutmósis III, no Vale dos Reis, é de difícil acesso,- primeiro temos de subir uma escada de metal instalada pelo Serviço das Antiguidades e depois entrar num estreito túnel que penetra rocha adentro. Os claustrófobos vêem-se obrigados a desistir; mas o esforço é recompensado porque, no fim da descida, descobrimos duas salas: uma de teto baixo, com paredes decoradas com figuras de divindades, e outra mais vasta, a Câmara da Ressurreição. Em suas paredes, os textos e as cenas do Amâuat, "O Livro da Câmara Oculta", revelam as etapas da ressurreição do Sol nos espaços noturnos e a transmutação da alma real no Além.

Num dos pilares, uma cena surpreendente: uma deusa, saída de uma árvore, amamenta Tutmósis III. Amamentado desse modo para a eternidade, o faraó é regenerado para sempre. O texto hieroglífico indica-nos a identidade dessa deusa de inexaurível generosidade: ísis. Mas ísis é também o nome da mãe terrena desse rei, uma mãe cujo rosto foi preservado numa estátua descoberta no famoso esconderijo do templo de Karnak:1 de faces cheias, tranqüila e elegante, a mãe real ísis exibe longas tranças e um vestido de alças. Está sentada, com a mão direita sobre a coxa, e tem na mão esquerda um cetro floral. Apenas sabemos que o filho a venerava, e que ela tinha o nome da mais célebre das deusas do Antigo Egito.

 

A paixão e a demanda de ísis

ísis, a Grande, reinara nas Duas Terras, o Alto e o Baixo Egito, muito antes do nascimento das dinastias. Em companhia do seu esposo Osíris, governava com sabedoria e conhecia uma felicidade perfeita. Até que Seth, irmão de Osíris, o convidou para um banquete. Tratava-se de uma cilada, pois Seth estava decidido a assassinar o rei para ocupar o seu lugar. Utilizando uma técnica original, o assassino pediu ao irmão que se deitasse num caixão para ver se era do seu tamanho. Imprudente, Osíris aceitou. Seth e seus acólitos pregaram a tampa e lançaram o sarcófago ao Nilo.

Os pormenores dessa tragédia são conhecidos graças a um texto de Plutarco, iniciado nos mistérios de ísis e Osíris,- as fontes mais antigas mencionam apenas a morte trágica de Osíris, cujas desgraças prosseguiram, pois o seu cadáver foi retalhado. Seth convenceu-se de que aniquilara o irmão para sempre.

 

Ísis, a viúva, recusou a morte.

Mas o que podia ela fazer, além de chorar o marido martirizado? Um projeto insano nasceu em seu coração: encontrar todos os pedaços do cadáver, reconstituí-lo e, graças à magia sagrada cujas fórmulas conhecia, restituir-lhe a vida.

Assim começou a busca de ísis, paciente e obstinada. E quase conseguiu! Todas as partes do corpo foram reunidas, menos uma: o sexo de Osíris, engolido por um peixe. Desta vez ísis tinha de desistir.

Mas não desistiu: convocou a irmã Néftis, cujo nome significa "a senhora do templo", e organizou uma vigília fúnebre.2 Eu sou a tua irmã bem- amaâa, disse ela ao reconstituído cadáver de Osíris, não te afastes de mim, clamo

por ti! Não ouves a minha voz? Vbfco 00 te« encontro, e nada me separará de ti! Durante horas, Isis e Néftis, de corpo purificado, inteiramente depiladas, com perucas encaracoladas, a boca purificada com natrão (carbonato de sódio), pronunciaram encantamentos numa câmara funerária obscura e perfumada com incenso, ísis invocou todos os templos e todas as cidades do país para que se juntassem à sua dor e fizessem a alma de Osíris regressar do Além. A viuva tomou o cadáver nos braços, seu coração bateu de amor por ele, e murmurou-lhe ao ouvido: Tu, cfue amas a vida, não caminhes nas trevas.

 

O cadáver, desgraçadamente, permaneceu inerte.

Isis transformou-se então num falcão fêmea, bateu as asas para restituir o sopro da vida ao defunto e pousou no lugar do sexo desaparecido de Osíris, que ela fez reaparecer por magia. Desempenhei 0 papel de homem, afirma ela, embora seja mulher. As portas da morte abriram-se diante de Isis, que conheceu o segredo fundamental, a ressurreição, agindo como nenhuma deusa o fizera antes: ela, a quem chamavam "a Venerável, nascida da Luz, saída da pupila de Aton (o princípio criador)", conseguiu fazer regressar aquele que parecia ter partido para sempre e ser fecundada por ele.

Assim foi concebido o seu filho Hórus, nascido da impossível união da vida e da morte. Um acontecimento importante, porque este Hórus, filho do mistério supremo, foi chamado a ocupar o trono do pai, doravante monarca do Além e do mundo subterrâneo.

Seth não se deu por vencido. Só havia uma solução: matar Hórus. Ciente do perigo, ísis guardou o filho entre os papiros do Delta. Não faltaram perigos -— a enfermidade, as serpentes, os escorpiões, o assassino que ronda... Mas Isis, a Maga, conseguiu preservar seu filho Hórus de todas as desgraças.

Seth não admitiu o fracasso e contestou a legitimidade de Hórus, que era no entanto sobrenatural, convocando então o tribunal das divindades para conseguir a condenação do herdeiro de Osíris. Como o tribunal se reuniu numa ilha, Seth usou o seu engenho para que uma decisão iníqua fosse adotada: o barqueiro devia impedir as mulheres de entrarem em sua barcaça, e assim Isis não poderia defender a sua causa.

Mas iria a viúva desistir, ao cabo de tantas provações? Por conseguinte, ela convenceu o barqueiro, oferecendo-lhe um anel de ouro,- apresentou-se diante do tribunal, venceu a má fé e os argumentos infundados, e fez aclamar Hórus como faraó legítimo.

Esposa perfeita, mãe exemplar, Isis tomou-se também a responsável pela transmissão do poder régio — aliás, o seu nome significa "o trono". Percebe-se que, segundo o pensamento simbólico egípcio, é o trono ou, por outras palavras, a Grande Mãe, a rainha ísis, que gera o faraó.

 

Isis, maga e sábia

Isis é a mulher-serpente3 que se transforma em uraeus, a naja fêmea que se ergue na fronte do rei para destruir os inimigos da Luz,- uma desastrosa evolução e o desconhecimento do símbolo primitivo tomaram a boa deusa-serpente no réptil tentador do Gênesis que causa a perdição do primeiro casal. ísis e Osíris, pelo contrário, afirmam a vivência de um conhecimento luminoso graças ao amor e ao que está para além da morte.

Sob a forma da estrela Sótis, ísis anuncia e desencadeia as cheias do Nilo; debruçada em choro sobre o corpo de Osíris, faz subir as águas benfazejas que depositam o limo nas margens e asseguram a prosperidade do país — aliás, a cabeleira de ísis não forma os tufos de papiros emergindo do rio?

Essa magia cósmica de ísis nasce da sua capacidade para conhecer os mistérios do universo e, entre eles, o nome secreto de Ra, encarnação da Luz divina. E certo que o coração de Isis era mais hábil do que o dos bem- aventurados e que era conhecida dos céus e da Terra, ignorando apenas o famoso nome secreto de Ra, que este não confiara a ninguém, nem mesmo às outras divindades. Isis lançou-se ao assalto do bastião: recolheu um escarro de Ra, amassou-o com terra e formou uma serpente. Escondeu o réptil sagrado num arbusto que ficava no caminho do deus e, quando este passou, o réptil o mordeu. O coração de Ra ardeu e, depois de tremer, os seus membros arrefeceram. Embora fora do alcance da morte, o veneno causou-lhe grande sofrimento, e ninguém conseguiu curá-lo.

ísis decidiu intervir e restituir-lhe a saúde, contanto que Ra lhe confiasse o seu nome secreto. O divino Sol tentou enganá-la, confiando-lhe vários nomes, mas nunca mencionando o nome correto. Intuitiva, ísis não se deixou enganar, e Ra, exausto, foi obrigado a revelar-lhe o seu verdadeiro nome. ísis curou-o... e guardou o segredo para sempre.

 

Os lugares de ísis

Cada parte do corpo de Osíris deu origem a uma província, e assim todo o Egito foi assimilado ao seu ressuscitado esposo, animando a totalidade do país. ísis sentia-se, pois, em toda parte como na sua própria casa.

Por isso, quando percorremos o Egito, descobrimos três lugares particularmente ligados a ísis, de norte para sul: Behbeit el-Hagar, Dendera e Filas.

Behbeit el-Hagar, no Delta, é um local desconhecido dos turistas. Uma vez saídos de um labirinto de ruelas, sofremos uma viva decepção quando chegamos lá. O que resta do grande templo de ísis, além de um monte de enormes blocos de granito ornados de cenas rituais? ísis foi venerada ali, mas o seu templo foi destruído e utilizado como pedreira, sem nenhum respeito pelo seu caráter sagrado. É impossível deixar de pensar na época em que ali se erguia um santuário colossal dedicado à senhora dos céus.

O nascimento de ísis é situado simbolicamente em Dendera, no Alto Egito. O santuário da deusa Hathor está parcialmente conservado, mas o templo coberto e o mammisi (templo do nascimento de Hórus) existem ainda, bem como um pequeno santuário, onde, segundo os textos, a bela ísis veio ao mundo com uma pele rosada e uma cabeleira negra. Foi a deusa dos céus que lhe deu vida, enquanto Amon, o princípio oculto, e Chu, o ar luminoso, lhe concediam o sopro vital.

Na fronteira meridional do Antigo Egito reina Filas, a ilha-templo de ísis,- ali viveu a derradeira comunidade iniciática egípcia, aniquilada por

cristãos fanáticos. Ameaçados de destruição pela inundação do "alto dique" — a grande barragem de Assuã—, os templos de Filas foram desmontados pedra por pedra e reconstruídos numa pequena ilha vizinha. A "pérola do Egito" foi salva das águas. A visão daquele lugar constitui uma experiência inesquecível. De acordo com a vontade dos egípcios, os ritos continuam a ser celebrados graças aos hieróglifos gravados na pedra,- a presença de Isis é inteiramente palpável, e ouvem-se as palavras pronunciadas nas cerimônias pelas sacerdotisas da grande deusa: Isis, criadora do universo, soberana do céu e das estrelas, senhora da vida, regente das divindades, maga de excelentes conselhos, Sol feminino cjue tudo marca com o seu selo; os homens vivem às tuas ordens, sem o teu acordo nada se faz.

 

A eternidade de Isis

Vitoriosa sobre a morte, isis sobreviveu à extinção da civilização egípcia, desempenhando um importante papel no mundo helenístico até o século V Seu culto espalhou-se por todos os países da bacia mediterrâ- nica e mais além.

Tornou-se a protetora de numerosas confrarias iniciáticas, mais ou menos hostis ao cristianismo, que a consideravam o símbolo da onisciên- cia, detentora do segredo da vida e da morte, e capaz de assegurar a salvação dos seus fiéis.5

Mas Isis não exigia apenas uma simples devoção,- para a conhecerem, seus adeptos deviam sujeitar-se a uma ascese, não se contentando com a crença, mas subindo na escala do conhecimento e transpondo os diversos graus dos mistérios.

Sendo o passado, o presente e o futuro, a mãe celestial de infinito amor, Isis foi durante muito tempo uma temível concorrente do cristianismo. Mas nem mesmo o dogma triunfante conseguiu aniquilar a antigadeusa; no hermetismo, tão presente na Idade Média, ela continuou sendo "a pupila do olho do mundo", o olhar sem o qual a verdadeira realidade da vida não poderia ser apercebida. Aliás, não se dissimulou ísis sob as vestes da Virgem Maria, tomando o nome de "Nossa Senhora" à qual tantas catedrais e igrejas foram dedicadas?

 

Isis, modelo da mulher egípcia

Uma civilização molda-se de acordo com um mito ou conjunto de mitos. Todavia, no mundo judaico-cristão, Eva é pelo menos suspeita, e daí o inegável e dramático déficit espiritual das mulheres modernas que se regem por esse tipo de crença. Isso não acontecia no universo egípcio, pois a mulher não era fonte de nenhum mal ou deturpação do conhecimento. Muito pelo contrário,- era ela que, através da grandiosa figura de Isis, enfrentava as piores provações, tendo descoberto o segredo da ressurreição.

Modelo das rainhas, Isis foi também o modelo das esposas, das mães e das mulheres mais humildes. Aliava à fidelidade uma indestrutível coragem perante a adversidade, uma intuição fora do comum e uma capacidade fantástica para penetrar nos mistérios. Por conseguinte, a sua busca servia de exemplo a todas quantas procuravam viver a eternidade.


Mitologia Chinesa
O que é mito?

"Mito" vem do grego antigo mythos, que significa simplesmente "palavra", "narrativa", "conto" ou "discurso". Para os gregos antigos, era a antítese do logos, o termo para uma forma objetiva de descrever um evento, observadas as regras especificas da logica. Filósofos, em geral, procuram chegar a verdade por meio do logos, enquanto poetas, historiadores e artistas de qualquer tipo tentariam chegar a verdade através de mythos.

Ao longo de milhares de anos, a palavra "mito" passou por uma metamorfose etimológica e é, agora, muitas vezes usada para descrever uma mentira ou crença estúpida. "Isso é um mito" é uma forma de dizer que alguma coisa não é verdade, quando, na realidade, "mito" é "verdade". As pessoas vem contando essas historias sagradas há milhares de anos, não apenas para compreender a si mesmas, mas para compreender melhor o mundo e o significado por trás da existência.

 

Mito como reflexo

Mitos são muito diferentes de fábulas ou lendas. As últimas geralmente lidam com aspectos da moralidade em uma determinada sociedade ou cultura, e estão mais preocupadas com os valores intrínsecos a um determinado fato, civilização, sistema de crenças, ou era. Normalmente, estão ligados a fatos históricos ou decorrem das aventuras, obras ou realizações de uma pessoa real.

Mitos, por outro lado, são estórias que dizem respeito ao nosso relacionamento interior com o divino ou com o "desconhecido". Eles são reflexos de nossos desejos, necessidades e medos, particulares e coletivos. Como espelhos, eles nos lembram quem somos, e também de quão pouco nós, como seres humanos, mudamos desde os tempos antigos. Mitos foram relatados muito antes do advento da escrita e formam a base da maioria das religiões, filosofias, literatura e arte do mundo. Revelam a poderosa expressão da imaginação humana por meio de uma forma narrativa para criar uma linguagem universal.

Sonhos públicos

Os mitos são historias sagradas que usam símbolos para contar sua verdade. Eles não só descrevem nossa percepção do mundo, mas oferecem uma chave para perguntas como "Quem sou eu?", "Como eu me encaixo em minha cultura/sociedade?" e "Como devo viver minha vida?". Na verdade, os mitos são a expressão atemporal da imaginação, tanto coletiva como individual, e da nossa necessidade de compreender quem somos no universo. Como o famoso professor de mitologia e escritor americano, Joseph Campbell, escreveu: "Mitos são sonhos públicos; um sonho é um mito privado".

 

Introdução a mitologia

A maioria dessas historias sagradas foi inicialmente transmitida em forma de narrativa, passada oralmente de geração em geração, evoluindo e se desenvolvendo ao longo do tempo até se tornarem a base de muitas religiões. Os mitos que foram passados na forma escrita são normalmente encontrados em civilizações altamente organizadas. Exemplos desses registros incluem as estelas e hieróglifos dos egípcios e um pouco da mitologia mesopotâmica, os Rig-Vedas da mitologia pré-hindu, a torá judaica, bem como a vasta literatura dos antigos gregos.

 

Temas universais

O psicólogo suíço do século XX, Carl Jung, famoso por sua teoria do inconsciente coletivo, acreditava que a mitologia reflete as memorias e imagens compartilhadas por toda a humanidade. E revela temas comuns, como a maneira com que o universo teve inicio, explicações das forças da natureza, as origens das pessoas, buscas e comportamentos pessoais, regras sociais e crenças, bem como crescimento psicológico pessoal e coletivo. A mitologia é diversificada em seus detalhes devido à geografia local e as necessidades regionais das pessoas, mas a paridade de imagens e ideias que abrangem grandes extensões geográficas e espaços de tempo é extraordinária, também.

Por exemplo, o ovo universal ou cósmico aparece em muitas historias da criação, assim como agentes de transformação, como pássaros como o Gaio Azul; deuses chifrudos como Pã, o Minotauro e Pashupati eram todos associados com a natureza selvagem. A mitologia também responde a questões como "Como o mundo ou o universo começou?" e "Por que somos mortais?". Muitas culturas acreditavam que a mortalidade era uma punição dos deuses para as transgressões humanas ou para a nossa capacidade de ser corruptos. Temas e ideias semelhantes que aparecem em lugares muito distantes devem ter viajado através dos continentes como mercadorias, do mesmo modo que as línguas indo-europeias que se encontram na raiz da maioria de nossos "modernos" idiomas europeus.

Muitos contos e divindades, com seus vícios e virtudes, tocam-nos profundamente em um nível "mítico". Ainda encaramos os mitos antigos como paralelos de nossa própria historia de vida e podemos nos identificar facilmente com os diversos fios condutores e conceitos nas narrativas, sejam quais forem os personagens e o comportamento ou resultado do conto. Esses mitos capturam o amago do dilema humano - seja o coração solitário ou a busca para provar a si mesmo.

 

O proposito do mito

Basicamente, deuses e deusas tem um potencial "arquetípico" - em outras palavras: eles evocam sentimentos, imagens e situações com os quais todos nos identificamos. São sugestivos de várias experiências em nossas próprias vidas, como lutas de poder, o bem contra o mal, ou as escolhas que temos de fazer. O mundo simbólico da mitologia pode ser visto como um espelho de nossa própria paisagem interior.

Muitas culturas há muito perderam a crença em deuses e deusas desse tipo. Isso, ironicamente, tem um preço. Se formos sábios e abertos o bastante para perceber que a mitologia é um espelho maravilhoso da natureza humana, um mundo inteiro no qual projetamos nossos medos, duvidas, sentimentos, ideias e desejos, então ela pode oferecer um potente recipiente para autoconsciência individual e inspiração coletiva.

 

Desconexão espiritual

A perda da mitologia, particularmente na sociedade ocidental, criou uma espécie de desconexão espiritual. Estamos separados de uma parte de nós mesmos que é conectada com algo mais do que o mundo material. Como Jung destacou:

"Desde que as estrelas caíram do céu e nossos mais altos símbolos empalideceram... o céu se tornou para nos o espaço cósmico do físico".

Entretanto, décadas depois de Jung ter escrito isso, estamos retornando a essa rede simbólica como fonte de alimento tanto espiritual quanto psicológica. O que o cientista esta descobrindo agora é o que o antigo contador de historias sempre soube.

Muitos eruditos tem tentado encontrar um proposito racional para os mitos. Uma teoria defende que os criadores de mitos eram cientistas primitivos que desejavam explicar como o mundo passou a existir. Os mitos também eram usados para explicar os rituais e cerimonias relativos aos ciclos da natureza entre os povos antigos. As sociedades estabeleciam lei e ordem por meio das tradições orais da mitologia, e uma hipótese é a de que os mitos eram criados para que os seres humanos pudessem ascender, ou tentar ascender, ao nível dos próprios deuses.

Mas, provavelmente, foi a ideia revolucionária de Jung que explica a nossa redespertada consciência do proposito dos mitos. Essas estórias sagradas são simplesmente as vozes de nossos antepassados e, portanto, a nossa própria voz interior. Por meio do mito podemos nos reconectar com a natureza universal de nos mesmos. Não importa quão independentes acreditamos ser como indivíduos, é a mitologia que revela a urdidura subjacente que nos entrelaça em uma tapeçaria de totalidade que é o universo, que permeia todas as coisas.

 

Temas compartilhados

Morte e renascimento eram, obviamente, temas importantes, assim como a justaposição entre o mundo inferior e o mundo superior. Mitos sobre a criação satisfazem a necessidade de uma noção sobre de onde viemos, nossas raízes e origens; mitos da fertilidade foram gerados por uma necessidade de estabilidade econômica e para garantir a continuidade da vida na Terra; mitos de heróis forneciam modelos para o comportamento humano. Algumas culturas estavam interessadas apenas em mitos que explicassem seu próprio povo e cultura. Por exemplo, os iorubás tinham uma explicação estruturada para sua cidade-estado sagrada, assim como os navajos e sua jornada espiritual pelos quatro mundos.

 

Sazonalidade e criação

A maioria das culturas tinha mitos a respeito da natureza cíclica das estações, do desenvolvimento da agricultura ou da evolução de uma forma selvagem para uma maneira mais civilizada de vida. Os filhos do Sol foram levados para Cuzco pelos deuses incas Manco e Mama; a estória de Demeter e Core na mitologia grega é tanto uma explicação poderosa para as estações e as forças da natureza como um mito cíclico altamente complexo. Parece que a mente antiga e a moderna caminharam para as mesmas conclusões sobre como tudo começou. Seja o ovo universal que eclodiu, o homem cósmico que se dividiu em muitas partes ou a teoria do Big Bang dos cientistas, o cosmos foi colocado em movimento de alguma maneira. Mitos da criação oferecem respostas básicas a questões fundamentais, mas profundas. Deuses criadores criam outros deuses, surgem conflitos e isso da origem a heróis e suas aventuras. Historias de amor dramáticas e missões heroicas definem a natureza da humanidade, tanto para o coletivo como para o individuo.

Deuses e divindades pelo mundo todo, quer sejam representados em forma humana ou animal, são "antropomórficos" - em outras palavras, agem, pensam e falam como seres humanos. Alguns deuses são solidários ou preocupados com o progresso dos mortais, como na Grécia, índia, Egito e América do Norte. Ao passo que outros são indiferentes ao destino humano, como nas mitologias da Babilônia e da Suméria.

 

Heroi

Os heróis e suas missões são enormemente importaçõs e se tornaram ícones sagrados em todas as culturas, fornecendo uma base útil ou formula para a perpetuação de costumes e crenças. Geralmente, eles ensinam a humanidade a pescar, curar e caçar, ou como destruir os demônios e monstros que ameaçam suas comunidades. Os heróis conduzem seu povo a um maravilhoso mundo novo ou lhes dão fogo e demonstram novos rituais.

Parece que o herói se tornou um individuo distinto por conta própria apos a dissolução da adoração a Grande Mae ou Grande Deusa. Isso provavelmente ocorreu perto do final da Idade do Bronze, por volta de 2500 a.e.c. e próximo ao inicio da Idade do Ferro, cerca de 1250 a.e.c. Esses mãos de heróis aparecem em um período de ênfase patriarcal nas civilizações, durante o desenvolvimento da agricultura e também no estabelecimento de impérios e cidadelas.

 

Defeitos e testes

Os mitos de herói tem muito em comum. O herói normalmente é fruto da união de um ser divino e um mortal. Se não for de ascendência divina, então o herói, em geral, é criado por um deus, como no caso de Odisseu, criado por Atena, ou adquire status divino como resultado de suns conquistas e sucesso. O herói raramente e perfeito, mas deve ter sempre uma missão. Na verdade, por possuir fraquezas humanas, é mais fácil para nós nos identificarmos com ele. Suas imperfeições frequentemente são tão esclarecedoras quanto suas qualidades heroicas. Como ele é submetido a vicissitudes e provas, a jornada do herói simboliza a progressiva consciência do potencial psicológico não utilizado em nos mesmos. Também representa o desenvolvimento da consciência e o crescimento interior, e a própria jornada da vida.

 

Missão impossível

Quando o herói enfrenta o monstro, salva a desventurada princesa ou desce ao Mundo Inferior, ele finalmente vence o mal e ou ascende ao céu ou é endeusado pelos deuses. Hércules é um excelente exemplo de herói que enfrenta uma série de monstros no decurso de seus trabalhos. O oráculo de Delfos prediz sua imortalidade, como parte do panteão olímpico, mas apenas se puder concluir todos os trabalhos com êxito. Hércules consegue realizar suas provas, sobe ao céu e se casa com Hebe. Ironicamente Hebe é filha de Hera, que odeia Hércules porque ele é fruto do caso de Zeus com uma mortal, Alcmena; na verdade, Hera é a responsável por sua missão quase impossível.

 

O Grande Diluvio

Outro tema comum na mitologia do mundo é o Grande Diluvio, que geralmente destrói a raça humana para que um deus ou criador possa purificar o mundo de sua corrupção e começar do zero. Há também historias de diluvio com base em necessidade geográfica e as inundações anuais perto de rios como o Nilo e o Eufrates. Mitos de inundação são encontrados praticamente em todo o mundo, da Europa continental ao Peru, onde o deus criador inca Viracocha destroi sua primeira raça de humanos gigantes com um diluvio e transformou-os todos em pedra.

No mito grego, Deucaliao foi avisado por seu pai Prometeu, que fora acorrentado ao Monte Cáucaso, que Zeus estava prestes a destruir toda a vida por meio de um Grande Diluvio. Prometeu disse a ele que construísse um barco, enchesse-o com comida e vivesse nele até que as aguas houvessem baixado. Depois, Deucaliao e sua esposa Pirra desembarcaram no Monte Párnaso, em uma paisagem totalmente deserta e árida. Pediram a Gaia para repovoar a Terra e, de repente, surgiram arvores e pássaros começaram a cantar. Para criar seres humanos, eles lançaram a terra pedras e seixos, que viraram homens e mulheres.

 

Os construtores de embarcações

Utnapishtim foi um antepassado do herói Gilgamesh e o único ser humano a sobreviver ao Grande Diluvio enviado por deuses furiosos para destruir a humanidade. Prevenido pelo deus Enki, ele encheu um barco em forma de cubo com plantas e criaturas de todo tipo e, em seguida, partiu com sua família enquanto as aguas subiam. Após uma semana, ele enviou uma pomba para procurar terra seca; no oitavo dia, ele mandou uma andorinha e, então, um corvo no nono dia. Como o corvo não voltou, seguiu na mesma direção, encontrou terra seca, libertou todos os animais e plantou as plantas. Os deuses recompensaram-no por sua bondade concedendo a ele e sua esposa a imortalidade, e eles se tornaram os ancestrais da nova raça humana. Desnecessário dizer que este mito guarda mais do que uma notável semelhança com a Arca de Noé do Genesis, no antigo testamento da biblia, e mais tarde no alcorão.

Outros mitos de diluvio incluem as historias do deus chinês Yu, o egípcio Hapi, e Nu'u, no mito polinésio, que ao ouvir que o deus Tane iria inundar o mundo com uma onda, construiu uma cabana em uma embarcação e encheu-a com suínos e cocos. Ele acabou encalhando no topo de uma montanha.

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A bonita e jovem aluna do curso de pós-graduação segurava o bebê enquanto o psicólogo segurava o martelo. Vagarosamente ela abanava sua mão no ar para manter a atenção do bebê de modo que ele se ligasse nela e não virasse sua cabeça e olhasse para outro lugar. Assim, a criança distraida, não vê o bastão de metal de 1,2 m de comprimento por 2 cm de largura, pendurado no teto. Ele não viu o homem que levantou o martelo e bateu com força na barra de metal.
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Personalidade e Psique segundo Jung
O Termo Psique tem origem no latim e significa originalmente espirito, alma e principio de vida. Nas últimas décadas, passou a significar mente e em alguns segmentos do conhecimento como a psicologia, a ciência da mente. Jung usava a palavra Psique para denominar a personalidade como um todo, pois para ele uma pessoa é, antes de qualquer coisa, um “todo” e não uma união de pedaços. Dessa forma, ela abrange todo o pensamento, sentimento e comportamento, conscientes e inconscientes do ser humano.
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Por ordem de Hera, os titãs capturaram Dionísio, filho recém-nascido de Zeus, uma criança dotada de chifres, coroada com serpentes, e, apesar de suas transformações, eles o reduziram a pedaços, os quais ferveram numa caldeira enquanto uma romã brotava do solo onde havia caído seu sangue. Mas, resgatado e reconstituído por sua avó Réia, ele retornou à vida. Perséfone, a quem Zeus encarregara de tomar conta dele, levou-o ao rei Atamante de Orcômeno e convenceu sua mulher, Ino, a criá-lo no gineceu, disfarçado de menina. Mas era impossível enganar Hera, que lançou sobre o casal real a maldição da loucura, motivo pelo qual Atamante matou seu filho Learco ao confundi-lo com um cervo.
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Os limites da raiva e do perdão
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Chantagem Emocional
Você tem medo de ser reprovado ou tem medo do outro? Você sente que deve a alguém uma obrigação, mesmo quando se trata de algo que você não deseja fazer ou que é ruim para você? Você se sente culpado quando não cede às solicitações do outro? Situações deste tipo fazem você se sentir que não é uma pessoa boa? De acordo com a autora Susan Forward, se você respondeu sim a qualquer destas pergun­ tas, existe uma grande chance de que você possa “sucumbir” à chantagem emocional do outro.
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Fios, seduções e olhares: os primórdios 'psi' nas terapias para corpos e mentes perturbados
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Hans, o Esperto, foi o cavalo mais famoso de toda a história da psicologia. Naturalmente, ele foi o único cavalo na história da psicologia, mas isso não diminui suas realizações extraordina­riamente brilhantes. No início da década de 1900, praticamente toda pessoa culta da Europa e dos Estados Unidos já ouvira falar a respeito de Hans, o cavalo prodígio. Ele foi o cavalo mais esperto do mundo e conhecido até como a criatura de quatro patas mais inteligente de que se ouvira falar.
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Papiro que fala da esposa de Jesus não é falso, diz pesquisa
Um pedaço de papiro antigo que contém uma menção à esposa de Jesus não é uma falsificação, de acordo com uma análise científica do controverso texto, declararam nesta quinta-feira pesquisadores americanos. Acredita-se que o fragmento seja proveniente do Egito e contém escritos na língua copta, que afirmam: "Jesus disse-lhes: 'Minha esposa...'". Outra parte diz ainda: "Ela poderá ser minha discípula". A descoberta do papiro, em 2012, provocou um rebuliço. Pelo fato de a tradição cristã afirmar que Jesus não era casado, o documento atiçou os debates sobre o celibato e o papel das mulheres na Igreja.