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Mitologia Egípcia
O príncipe predestinado
Havia em tempos um rei do Egito que não tinha um filho e herdeiro. Então sua majestade (vida, força e saúde) pediu aos deuses do seu tempo que lhe dessem um. Os deuses resolveram conceder-lhe o que ele tanto desejava, e ele dormiu, nessa noite, com sua esposa, e esta ficou grávida. Quando a mulher cumpriu os meses do nascimento deu à luz um rapaz. Ao seu nascimento assistiram as [Sete] Hathores, que se reuniram em volta do pequeno príncipe para lhe preverem o futuro. Então as Hathores disseram: «Nasceu em um mau dia, mau, mau, mau. Morrerá por causa de um crocodilo! E se não for por um crocodilo, será por causa de uma serpente! E se não morrer por causa do crocodilo nem por causa da serpente, será com certeza por causa de um cão!» Quando as pessoas presentes na sala ouviram estas palavras de mau augúrio, foram a repeti-las a sua majestade (vida, força e saúde). Então sua majestade (vida, força e saúde) ficou com o coração muito triste, e decidiu tomar todas as precauções possíveis para evitar que o filho tivesse um fim tão lamentável. Mandou construir na montanha do deserto uma casa de pedra, meteram lá dentro toda a espécie de coisas boas vindas do palácio (vida, força e saúde), com servos para vigiar a criança, que nunca saía da casa. Quando o rapazinho já era um pouco mais crescido, subiu ao terraço da casa. Dali, ele podia ver muitas coisas e descobriu na estrada um cão que seguia atrás de um homem. E disse ao servo que estava com ele: «O que é aquilo que vai atrás daquele homem que segue pela estrada? »
Mitologia Egípcia
Verdade e Mentira
Parece que em alguma ocasião Verdade havia tomado uma faca emprestada a seu irmão e, quando chegou o momento de a restituir, descobriu que a havia perdido. Explicou o fato, com muitos pedidos de desculpas à Mentira, prometendo reparar tudo com outra faca. A substituição foi rejeitada por Mentira que com absurda fúria disse à Enéade que a faca desaparecida era única: «A lâmina era a montanha de Ial, o cabo era feito de madeira de Copto, a bainha era o túmulo do deus e as correias eram do gado de Kal.» Resolvido a exigir do irmão o que considerava uma justa retribuição, Mentira insistiu em um julgamento legal e fez Verdade comparecer perante um tribunal presidido pela assembleia dos nove deuses da Enéade. Os motivos que teve para tomar tão severa providência eram inspirados por um ódio profundo. A verdade é que Mentira esperava não apenas uma retribuição pelo prejuízo que tivera com a perda da faca, mas também ferir Verdade de uma maneira tão profunda que ele nunca mais criasse problemas no futuro.
Mitologia Egípcia
A tomada de Ipu
Mitologia Egípcia
O deus do mar
Mitologia Egípcia
Os dois irmãos
Todos MITOS Mitologia Egípcia
Criação e extinção
Mitologia Mesopotâmica | Cosmogonia
A criação do mundo
Quase todas as narrativas míticas que tratam da origem do universo evocam vários deuses criadores que assumem a missão de ordenar o mundo a partir do caos. O caos original tem geralmente a forma de uma imensidão aquosa ou de um abismo invadido pelas trevas. Quer se chame Apsu na Suméria, Naraiana na índia, Caos na Grécia, Ginungagap entre os Germânicos ou Nun no Egito, é a matéria informe, mas potencialmente rica (é, em particular, o caso do Nilo), de onde emergirá o primeiro elemento diferenciado. No Japão, Izanagi e Izanami mergulham uma lança no mar e a ilha de Onogoro, que será a primeira terra firme, é criada a partir das gotas de água salgada que saem da lança celeste e que voltam a cair no mar. Entre os Germânicos, foi o encontro entre os gelos de Niflheim e do fogo de Muspelheim que criou a primeira forma de vida, dando origem ao gigante Ymir; mas, na maioria dos casos, a divindade contém em si própria - não são os deuses todo-poderosos? - o poder de se autoengendrar. Estes primeiros seres podem ser criaturas monstruosas, como a Tiamat dos Babilônios - simultaneamente caos e criatura emergida do caos -, que, por sua vez, dão origem a inúmeros monstros condenados a autodestruírem-se. Será então necessário esperar pelo aparecimento de um deus capaz de acabar com o reino dessas criaturas e de dar forma ao mundo - na Babilônia, essa será a missão de Marduk. No Egito, em um cabeço emergido do Nun, aparece um ovo, cuja casca se parte e liberta o criador, que se chama, conforme a origem geográfica das lendas da criação, Atum, Toth ou Ptah.
Mitologia Egípcia | Cosmogonia
Mitologias de criação egípcias
Toth era venerado no Médio Egito, no local atualmente chamado Ashmunein. A arqueologia tem agora de verificar a verdadeira idade deste sítio, tão grande e onde os vestígios estão tão profundos, mas há a concordância de que os mitos originados na cidade são muito anteriores à unificação do Egito. Embora houvesse a crença de que a Criação tinha tido lugar nesta cidade em um tempo demasiado antigo para ser recordado, Toth representava apenas uma parte minoritária. Segundo o mito, no tempo anterior à Existência, só havia um vazio profundo, sem forma e cheio de água. Neste «caldo»Mprimevo existiam demiurgos femininos e masculinos - espíritos primitivos que se podiam juntar para criar formas físicas. Atum, Senhor da Plenitude e deus supremo para além do tempo e do espaço, convocava machos e fêmeas. Havia Nun e o seu contrário Nunet, que simbolizavam o Nada; Kek e Kekt, a Escuridão; Amun e Amunet, o Segredo; e Huh e Huhet representando o Silêncio.
Mitologia Egípcia | Antropogênese
A criação dos homens
Rá era o grande deus que no princípio apareceu sob a forma de Nun. Diariamente, Rá percorria o seu caminho solar no horizonte. Ele era o pai dos pais e a mãe das mães. Despojou-se de tudo aquilo que havia nele. Levou muitos nomes e apareceu sob muitas formas, com os nomes de Aton, Hórus de Hekem e Horakhti. Rá formou a terra e povoou-a de plantas e animais. Ordenou as águas e deu-lhes o seu rumo. Então uma vaca surgiu das águas e tornou-se no céu sobre a água e a terra. Rá também governava os arcanos para lá do horizonte e pacificava os deuses que estavam descontentes ou ociosos. Para criar os homens chorou, e das suas lágrimas surgiram os homens que povoaram a terra. Ofereceu também aos animais o milagre do amor e tornou-os ativos, para que eles pudessem desfrutar da sua existência no mundo. Depois regulou a duração da noite e da duração do dia.
Mitologia Egípcia | Cosmogonia
A criação do mundo por Ptah
A sua Enéade está diante dele como os dentes e os lábios de Aton, como o sêmen de Aton. A Enéade de Aton formou-se a partir do seu sêmen e dos seus dedos. A Enéade é verdadeiramente os dentes e os lábios na boca que proclamou o nome de todas as coisas. Dela saíram Chu e Tefnut, assim nasceu a Enéade. O coração manifestou-se sob a forma de Aton. A língua manifestou-se sob a forma de Aton. O deus maior é Ptah, que fez confiar a vida a todos os deuses e aos seus Kau. O seu coração é onde Hórus se manifesta em Ptah. A sua língua é onde Toth se manifesta em Ptah. Então o coração e a língua tornaram-se nos que têm poder sobre os membros, segundo o ensinamento que surge em todo o corpo e em toda a boca de todos os deuses, de todos os homens, de todo o gado, de todos os vermes e de todas as coisas vivas, de acordo com o plano que comanda todas as coisas que ele ama. A visão dos olhos, o escutar das orelhas e o respirar da garganta sobem diante do coração. Ele gerou todos os deuses, e completou a sua Enéade. Na verdade, toda a palavra divina nasce a partir do conhecimento do coração e do comando da língua.
Textos Mitologia Egípcia
Todos textos
Mitologia Japonesa
A lua, o astro mais próximo dos homens
Nos mitos de criação do mundo, a Lua tem muitas vezes como origem um olho divino: o olho de Hórus, de Purusha ou de Izanagi. O olho de Hórus, ferido por Seth e curado por Toth, é símbolo de renascimento, e os amuletos em forma de olho de Hórus ou uadjat eram um remédio forte contra os malefícios. No Egito, é também representada pelo deus Khonsu, na forma de um homem com cabeça de falcão e coroado com um disco lunar. Khonsu percorre os céus na sua barca, atributo também corrente nas mitologias devido à sua forma de crescente. Outro aspecto do astro das noites, o deus Toth, encarregado pelo envelhecido Rá de assumir a parte noturna da sua viagem sideral, marca os meses e o ano e estabelece o calendário lunar.
Mitologia Egípcia
Religião e mitologia na terra dos faraós
A antiga civilização egípcia era essencialmente conservadora. Embora tivesse durado mais de 3000 anos, uma vez encontrada a solução para determinado problema, raramente foi alterada, o que faz com que muitos aspectos, como a arte e a tecnologia, possam ser estudados como uma unidade. A única exceção foi o sistema de crenças religiosas. Este foi evoluindo lentamente e sofrendo alterações, por vezes sutis, outras vezes radicais. Consequentemente, esta é a mais complexa área da egiptologia e a mais sujeita a mal-entendidos e a debates entre estudiosos e entusiastas na matéria.
Civilização Egípcia
A rainha Isis

O túmulo do faraó Tutmósis III, no Vale dos Reis, é de difícil acesso,- primeiro temos de subir uma escada de metal instalada pelo Serviço das Antiguidades e depois entrar num estreito túnel que penetra rocha adentro. Os claustrófobos vêem-se obrigados a desistir; mas o esforço é recompensado porque, no fim da descida, descobrimos duas salas: uma de teto baixo, com paredes decoradas com figuras de divindades, e outra mais vasta, a Câmara da Ressurreição. Em suas paredes, os textos e as cenas do Amâuat, "O Livro da Câmara Oculta", revelam as etapas da ressurreição do Sol nos espaços noturnos e a transmutação da alma real no Além. Num dos pilares, uma cena surpreendente: uma deusa, saída de uma árvore, amamenta Tutmósis III. Amamentado desse modo para a eternidade, o faraó é regenerado para sempre. O texto hieroglífico indica-nos a identidade dessa deusa de inexaurível generosidade: ísis. Mas ísis é também o nome da mãe terrena desse rei, uma mãe cujo rosto foi preservado numa estátua descoberta no famoso esconderijo do templo de Karnak:1 de faces cheias, tranqüila e elegante, a mãe real ísis exibe longas tranças e um vestido de alças. Está sentada, com a mão direita sobre a coxa, e tem na mão esquerda um cetro floral. Apenas sabemos que o filho a venerava, e que ela tinha o nome da mais célebre das deusas do Antigo Egito.

Todos textos de Mitologia Egípcia
Seres divinos (deuses, heróis, mortais e outras divindades)
SERES DIVINOS
Mitologia Egípcia
Isis
Deus 1ª Geração Divina
Rainha dos deuses
Isis foi a mulher de Osíris e era filha do deus da terra, Geb, e da deusa do céu, Nut. Era ainda mãe de Hórus e cunhada de Seth. Segundo a lenda, Ísis procurou o corpo de Osíris, que tinha sido despedaçado por seu irmão, Seth. Ísis, a deusa do amor e da mágica, tornou-se a deusa-mãe do Egito. Quando Osíris, seu irmão e marido, herdou o poder no Egito, ela trabalhou junto com ele para civilizar o Vale do Nilo, ensinando a costurar e a curar os doentes e introduzindo o conceito do casamento. Ela conhecia uma felicidade perfeita e governava as duas terras, o Alto e o Baixo Egito, com sabedoria enquanto Osíris viajava pelo mundo difundindo a civilização.
Mitologia Egípcia
Osíris
Deus 1ª Geração Divina
Mortos e Submundo
Osíris era associado à vegetação e a vida no Além. Oriundo de Busíris, no Baixo Egito, Osíris foi um dos deuses mais populares do Antigo Egito, cujo culto remontava às épocas remotas da história egípcia e que continuou até à era Greco-Romana, quando o Egito perdeu a sua independência política. Marido de Ísis e pai de Hórus, após sua morte reinou nos submundo dos mortos onde os julgava na
 
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Todos seres de Mitologia Egípcia
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Planeta Egito
Ep. 04 - A busca da eternidade
Palavras-Chave:
Planeta Egito
Ep. 03 - Templos do poder
Palavras-Chave: Civilização egípcia, vida após a morte