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História
Ollamaliztli, o jogo de bola asteca
O jogo de bola que Huemac e Tlaloc disputaram era uma das práticas rituais mais importantes da civilização asteca. Longe de praticarem apenas um desporto, os jogadores encenavam uma representação cósmica e mística, culminando eventualmente no sacrifício humano do perdedor. O significado simbólico do jogo variava de povo para povo. Entre os astecas, por exemplo, ele era visto como uma alegoria do eterno duelo entre Huitzilopochtli (o Sol) e as forças noturnas da destruição; já entre os maias quichés, o simbolismo estava centrado na luta entre a vida e a morte, temática central do Popol Vuh, o livro sagrado dos maias (as canchas seriam espécies de portais místicos que davam acesso ao Xibalba, o inframundo maia). Ao mesmo tempo, havia nessas partidas um aspecto profano indubi­tável, já que durante a sua realização a plateia divertia-se e empolgava-se como em qualquer jogo de futebol moderno, realizando apostas elevadíssimas que podiam incluir a esposa, os filhos e a própria liberdade do apostador. O epílogo sangrento também devia ser muito apreciado pela maioria da plateia, sequiosa de barbárie, tal como acontecia nos autos de fé medievais, nos enfor­camentos do velho oeste ou nas touradas que, ainda hoje, fazem o deleite da parcela menos esclarecida da humanidade.
Psicologia
Genética e evolução humana
De onde vem os nossos genes? De nossos pais, claro! E os genes de nossos pais? Dos pais deles. E assim por diante... Até quando? Quando estudamos História, aprendemos que a origem do povo brasileiro é baseada na miscigenação entre os povos indígenas, africanos e europeus. Mas de onde eles vieram? O ramo da ciência que estuda o passado humano e sua cultura é a arqueologia (do grego arqué, antigo e Jogos, ciência). Pelo trabalho dos arqueólogos, podemos datar as principais descobertas, construções, tecnologias, culturas e crenças dos povos ancestrais que nos originaram. Por meio da paleontologia podemos estudar fósseis dos ancestrais mais remotos das linhagens humanas (hominídeos) e, por meio da genética molecular, podemos traçar os perfis de proximidade entre os povos da mesma forma que um exame de DNA pode confirmar a paternidade de uma criança por similaridade genética. Tomemos o Brasil como base inicial. Os índios ou “chins”, como diria Pero Vaz de Caminha, são fisionomicamente asiáticos, com seus cabelos pretos lisos e seus olhos castanhos e amendoados. A genética confirma. Os índios americanos são todos descendentes de ancestrais asiáticos, conclusão derivada de análises de linhagem materna por DNA mitocondrial e linhagem paterna pelo DNA do cromossomo Y (Santos, 2007).
Psicologia
Evolução
O termo ‘evolução’ deriva do latim evolvere, cuja etimologia tem a mesma base da palavra portuguesa revolver (‘remexer’). O conceito de ‘evolução biológica’ deve ser interpretado simplesmente como mudança dos seres vivos através do tempo, não necessariamente para algo maior ou melhor, confusão causada pelo uso incorreto do termo ‘evolução’ como sinônimo de ‘progressão’. A má utilização dos termos produziu uma série de conceitos erróneos e deturpados, utilizados, geralmente, como formas de contestação aos princípios da evolução. Até o séc. XIX, o mundo ocidental tinha como única explicação para a diversidade de seres vivos o Gênesis bíblico e os animais salvos do dilúvio por Noé. Essa forma de pensamento, denominada fixismo, tinha por teoria a ideia de que os animais estariam imutáveis desde a criação divina. O primeiro cientista que percebeu que os seres vivos se modificam através do tempo, por meio da observação de animais, foi Jean-Baptist de Lamarck (1744-1829), que apresentou sua Teoria da Evolução em 1809. Embora estivesse correto em relação à evolução, errou em relação à explicação do fenômeno. Em 1959, Charles Darwin e Alfred Russel Wallace publicaram a proposta intitulada A origem das espécies por seleção natural, em que explicavam os mecanismos que determinam a evolução biológica. Somente no século XX os princípios de hereditariedade e de genética molecular foram associados ao evolucionismo e explicaram satisfatoriamente a grande maioria dos fenômenos evolutivos dos seres vivos.
Filosofia
A filosofia na Roma imperial
A seita epicurista e a dos estoicos propunham a mesma coisa a seus adeptos: uma receita baseada na natureza das coisas (quer dizer, filosoficamente baseada) para viver sem temer os homens, os deuses, o acaso e a morte, e para tornar a felicidade individual independente dos caprichos da sorte: para resumir seu objetivo idêntico, as duas seitas proclamavam que queriam fazer dos homens os iguais mortais dos deuses, tão tranquilos como estes. As diferenças estavam nas nuanças e nas metafísicas que justificavam esses remédios. O estoicismo — que só tem o nome em comum com o que Vigny entenderá por isso — prescrevia que, à força de exercícios de pensamento, o adepto se instalasse em estado de espírito heroico e inatingível; o epicurismo considerava que o indivíduo precisa basicamente se libertar de angústias ilusórias. Ao desdém da morte as duas medicinas acrescentam os dos desejos vãos; o dinheiro e as honras, bens perecíveis, não podem proporcionar uma segurança inquebrantável. O epicurismo ensinava a se liberar de falsas necessidades; recomendava viver de amizade e água fresca. Os estoicos justificavam seu método pela existência de uma razão e de uma providência que constituem suas bases, enquanto o atomismo epicurista libertava o homem dos medos vãos que nascem de suas superstições. Outra diferença era a seguinte: para os estoicos nossa natureza nos dita uma afeição inata pela família e pela cidade, tanto que, se não cumpríssemos nossos deveres para com elas, seríamos mutilados e infelizes; para os epicuristas, ao contrário, nossa felicidade só nos prescreve respeitar os pactos de amizade que firmamos por um cálculo de interesse bem compreendido. Uma e outra seita preveem que, se um homem enfermo ou perseguido não pode mais levar uma existência humana em seu grupo ou em sua cidade, o suicídio é o remédio autorizado ou até mesmo recomendado.
Psicologia
Interação entre genes e meio-ambiente
O fato de um par de genes para uma certa característica estar em um indivíduo não se traduz, necessariamente, na sua atividade de modo semelhante para todos os portadores desses mesmos genes. As variações de expressividade podem ocorrer dentro de um padrão semelhante para uma população ou variar individualmente. Genes podem simplesmente não ser expressos, serem parcialmente ativados, ficarem silenciados por longos períodos de tempo, sofrerem interferências de genes reguladores, necessitarem de gatilhos celulares, nutricionais, influência do meio ou até mesmo a possibilidade de fatores emocionais serem capazes de interferir na atividade gênica, por meio de hormônios e neurotransmissores. Como é possível um gene determinante para inteligência superior se manifestar de forma clara, se não houver nutrientes de boa qualidade e um ambiente estimulante? O genótipo e o meio estão intrinsecamente ligados na formação de um fenótipo. Uma ave comum como uma galinha, sofre uma forte alteração comportamental e fisiológica quando vê um certo número de ovos em seu ninho. Sua temperatura sobe, ela se coloca sobre os ovos, se alimenta e se movimenta pouco, emite sons baixos e interrompe sua ovulação, num quadro conhecido como “galinha choca”. Ela herdou genes de seus ancestrais que determinam esse comportamento, mas, qual o gatilho que dispara essa avalanche de alterações? A simples observação de vários ovos juntos. Estados de stress emocional elevado causam queda de cabelo e perda da cor dos fios. A produção de melanina no folículo piloso sofre influência indireta de um estado emocional, ou seja, a síntese proteica foi interrompida de alguma forma.
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TEXTOS
Mitologia Asteca
Calpulli: Matriz dos deuses tribais

Um dos aspectos mais interessantes da organização social dos astecas era o calpulli, espécie de bairro ou distrito administrativo autónomo onde se agrupavam pessoas de uma mesma etnia com o fim de cultivar glebas comunitárias de terra. Cada calpulli estava separado dos demais, havendo zonas-limite habitadas pelos chuican chaneque ("os donos dos lugares perigosos”), espécie de duendes ou semideuses dotados de poderes malignos, capazes de provocar danos ao invasor desavisado ou mal-intencionado (uma das modalidades mais comuns do malefício era a de “sequestrar” a alma (tonalli) do invasor por meio de um bom susto, escondendo-a depois nas profundezas da terra).

Civilização Maia
Os últimos maias

A civilização maia clássica começou a decair no início do século IX d.e.c., durante o período chamado pelos arqueólogos de Clássico Terminal. Um ultimo desenvolvimento se deu em Seibal em aproximadamente 830 d.e.c., mas, dez anos mais tarde, um governante conhecido como Aj B'olon Haabtal ergueu cinco Estelas nas quais ele e retratado em estilo típico maia clássico - também há outros com características do México Central. O fim do Período Clássico Maia foi complexo e confuso, talvez uma combinação de superpopulação, desnutrição, seca, doenças e interferências estrangeiras.

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Civilização Maia
Civilização maia clássica

A data de início geralmente aceita para o Período Clássico e de 250 d.e.c., e é nessa época que a civilização maia acelera cada vez mais rápido, desenvolvendo-se em suas bases pré-clássicas. Há agora uma explosão de estelas datadas especialmente na área ao redor da cidade da Tikal na região central das terras baixas de Peten. Diversas estelas inscritas aparecem nessa época, a maioria traz as datas no chamado Sistema de Series Inicial o qual corresponde ao período entre 238 e 593 d.e.c. Os chamado Emblemas Hieroglíficos também são evidentes; acredita-se que eles identifiquem o numero crescente de cidades-estado autônomas, o tamanho médio das quais, de acordo com alguns cálculos, deveria ser de 2.000 quilômetros quadrados.

Civilização Maia
Os maias, a religião e sua visão de mundo

A mitologia foi trazida para o cotidiano maia como parte da visão de mundo e da religião. Talvez mais do que em qualquer outra civilização mesoamericana, o grande numero é a sofisticação de construções, templos piramidais, a arte e as inscrições hieroglíficas que os decoravam eram religiosos por natureza. A região maia não era imperialista como era, em parte, a dos astecas e a dos Incas da América do Sul. Pelo contrario, ela servia as dinastias reais que controlavam as inúmeras cidades-estado maias que floresceram durante o Período Clássico.

Civilização Maia
A chegada dos espanhóis e os últimos maias

Quando os espanhóis chegaram à península de Yucatán, em 1523, O império maia era apenas uma sombra do que fora outrora. Não foi páreo para a gana conquistadora dos soldados liderados por Pedro Alvarado, enviado do navegador Hemán Cortés, que já dominara os astecas. A falta do conhecimento sobre o ferro e a pólvora - leia-se arcabuzes, mosquetões e pistolas - ajuda a explicar porque os povos pré-colombianos sucumbiram com relativa facilidade aos europeus. Mas não justifica tudo. Os maias já se encontravam em decadência na época do embate.

Civilização Maia
O colapso do mundo maia

Por volta do ano 600 da era cristã, a civilização maia vivia seu apogeu, com intenso desenvolvimento cultural, científico e artístico. A opulência expressava-se nos majestosos centros cerimoniais e administrativos, nos palácios e casas populares, nos mercados e praças públicas, em uma efervescente vida que pulsava nas cidades-estado que formavam o império. Tikal era o centro mais importante da Meso-América. Reinava ao lado de Palenque, que conheceu o auge durante o governo do rei Pacal. A população crescia e as cidades se expandiam - Yaxchilán, Bonampak e Copán conheceram o esplendor.

Civilização Maia
Xibalbá, o mundo inferior maia

O segundo livro do Popol Vuh, os textos sagrados maias, conta a história de dois deuses heróis que se aventuram no Xibalbá, para vingar o assassinato de seu pai e tio pelos deuses do Mundo Inferior, Muitas imagens de deuses maias da morte foram encontradas nos templos. Referem-se a eles como "Deus da Morte L", ou "Deus da Morte D", também conhecido como Itzamná. O Xibalbá era famoso por seu cheiro de podre e vapores sulfurosos.

Civilização Maia
Centros do poder maia

Os grupos maias instalaram-se em um território de quase 400 mil quilômetros quadrados. A região se subdividia em três porções. A primeira era localizada ao norte, no que hoje compreende metade da península de Yucatán. A segunda, uma área central chamada de terras baixas, constituída pela região de El Petén, na Guatemala, Belize e parte de Honduras, além de áreas hoje mexicanas, como o estado de Tabasco e parte de Chiapas.

Civilização Maia
Maias, os mestres da América

Estima-se que ao redor de 700 a.e.c., os primeiros maias surgiram na península de Yucatán, localizada entre a América do Norte e a América Central. Na sua fase de formação, a sociedade herdou vários elementos de outras culturas, como os olmecas, que habitavama região. Mas talvez esta data inicial esteja subestimada pela ciência contemporânea. Máscaras com dentes de serpente e um conjunto de peças de jade, achados na Guatemala em maio de 2004, podem ser os sinais que faltavam para comprovar que a civilização maia tenha começado muito antes do que se pensava: em 1500 a.e.c.

Civilização Maia
Os Meso-americanos
A Meso-américa é uma região geocultural que, atualmente, é ocupada pelo México, Guatemala, Honduras, Costa Rica, Belize e el Salvador. Pensase-se que os primeiros povos a chegar a esta região, há cerca e 35 mil anos, terão atravessado a estreita faixa de terra que atravessa o Estreito de Bering, enreo que é hoje a Rússia e o alasca, e posteriormente se tenham deslocado para o sul. Desde cerca de 2500 a.e.c. até a invasão dos espanhóis em 1519 d.e.c., a Meso-américa era o centro de várias civilizações muito desenvolvidas no que se refere à língua, à escrita, à arte, à arquitetura, à matemática, à astronomia e à agricultura. Basicamente, estas civilizações eram conhecidas como Olmeca, Maia, Tolteca e Asteca. Não havia um governo central e unificado e a região estava separada em várias cidades-estado individuais que, frequentemente, se digladiavam.
Civilização Maia
Os verdadeiros descobridores da América
Civilização Maia
Período Pós-Clássico Maia
Civilização Maia
O declínio do mundo clássico Maia
Civilização Maia
A Idade de Ouro dos Maias
Civilização Maia
Civilização Maia: A Queda
Todos foram levados ao pátio cerimonial do palácio e ali executados de maneira sistemática. Usando lanças e machados, os forasteiros empalaram ou decapitaram suas vítimas. Em seguida, os corpos foram colocados na cisterna do palácio. Kan Maax e sua rainha não foram poupados. Ambos acabaram sepultados a 90 metros, sob 60 centímetros de entulho, que seria usado na reforma do palácio. O rei ainda usava um requintado cocar e um colar de madrepérola que o identificava como o Sagrado Senhor de Cancuén
Civilização Maia
Civilização Maia: Ascenção
As inscrições antigas datam esse evento de 8 de janeiro de 378 e atribuem ao forasteiro o nome de Fogo Novo. Ele chegou em Waka, situada na atual Guatemala, como enviado de um potentado dos altiplanos no centro do México. Nas décadas seguintes, esse mesmo nome reapareceria em monumentos dispersos por todo o território dos maias, cuja civilização se estendia pelas florestas da Mesoamérica. Sob o impulso desse forasteiro, os maias alcançaram um apogeu que se prolongaria por cinco séculos. Os maias

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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ULTIMAS ATUALIZAÇOES
História
O casamento romano e os costumes no século de ouro
É impossível saber, como é natural, o que foi a realidade diária do casamento durante os primeiros tempos de Roma. Relatos dignos de fé apenas começam a lançar alguma luz sobre este domínio, como sobre outros, a partir do século III a.e.c. e. ainda assim, trata-se geralmente de testemunhos que se referem apenas a famílias da aristocracia. Nas diver­sas classes sociais, e quando não se seguiam as tradições patriarcais, a situação real devia apresentar diferenças consideráveis. Todavia, a partir da unificação da cidade, quando patrícios e plebeus passaram a gozar sensivelmente dos mesmos privilégios, as tradições dos primeiros pare­cem ter exercido uma espécie de atração sobre os costumes das famílias dos segundos. Por outro lado, segundo pensamos, as principais diferen­ças, a partir do século III, ocorrem mais em função da fortuna e da res­ponsabilidade política do que de qualquer outro fator. A cidade é go­vernada, nessa altura, por um regime estritamente oligárquico: há as fa­mílias cujos homens se sentam no Senado, assumindo, a intervalos regu­lares, as grandes magistraturas do Estado, e há a massa dos outros cida­dãos, que só vão às assembleias para legitimar as decisões preparadas pelos senadores e eleger os candidatos que lhes são propostos e que escolhem de acordo com o prestígio dos homens que se apresentam como seus garantes. No resto do tempo, são “clientes” destes grandes senho­res. Naturalmente, o casamento não tem a mesma importância para uns e para outros. Temos muito pouca informação sobre a maneira como estas uniões se realizavam na massa do povo, temos um pouco mais quando se trata das outras classes.
Mitologia
Os oito presságios de Montezuma
Os dez anos que antecederam a chegada dos espanhóis ao México foram férteis de maus presságios, suficientes para ins­talar o pânico na alma de Montezuma, o último soberano inde­pendente dos astecas. Bernardino de Sahagún reproduziu no Códice Florentino os oito presságios: Primeiro presságio: “línguas de fogo” cortaram os céus de Tenochtitlán, vindas do oriente. Largas na base e estreitas na ponta, elas assemelhavam-se a um cometa. O espetáculo impressionante começava à meia-noite e se estendia até o amanhecer, quando as chamas desapareciam sem deixar rastro. As pessoas assustadas "se daban palmadas en los lábios”, ao mesmo tempo em que lançavam gritos de medo e apreensão. Em outras fontes se dão outras formas à língua de fogo, tais como uma mixpantli (“ban­deira de nuvens”), uma coluna de pedra, uma planta incandescida no alto de uma montanha, à maneira da "sarça ardente” bíblica, e até mesmo uma pirâmide de fogo - prodígios mais próprios do Apocalipse de São João que da mentalidade local indígena. Segundo presságio: o segundo presságio ocorreu sob a forma do incêndio do santuário de Huitzilopochtli, no Templo Maior. Em uma época em que os deuses eram tudo, qualquer incidente ocorrido em um templo virava necessariamente um presságio, normalmente funesto. Sahagún diz que "por sua própria conta” o santuário incendiou-se. Quando tentaram apagar o fogo, lan­çando-lhe água, em vez de se apagarem as flamas reavivaram-se ainda mais. “Del todo ardió”, diz o frade.
História
O casamento romano no período arcáico
Historiadores e poetas afirmam que o casamento foi, durante muitos séculos, uma das instituições mais sólidas e respeitadas da cidade roma­na. Rivalizam no elogio da pureza dos costumes antigos, do tempo em que uma mulher que tivesse ficado viúva não mais consentiria em voltar a casar, em que, por maioria de razão, nunca se levantava a questão do divórcio. Pelo contrário, lamentam o relaxamento progressivo de uma relação que, durante o Império, se tornara de uma extrema fragilidade, enquanto nos bons velhos tempos o seu respeito era considerado a garantia mais firme da grandeza romana e a marca mais incontroversa de uma saúde moral a toda prova. Hoje ainda, muitos historiadores fazem-se eco destas queixas, considerando que uma das razões profundas da decadência de Roma reside no abandono deste velho ideal por onde se orientaram anteriormente os severos camponeses do Lácio. Antes de nos interrogarmos por que razão o casamento romano per­deu a sua solidez ao longo do tempo, convém, decerto, examinar a pró­pria instituição. A instituição do casamento é uma daquelas a que os juristas romanos não só dispensaram maior cuidado, mas também a que se dedicaram a definir e fixar com a mais extraordinária minúcia as consequências legais. O conjunto dos textos que a ela se referem ocupa um lugar considerável nas compilações jurídicas, o que prova a impor­tância atribuída a um ato de que esperavam, em primeiro lugar, a sobre­vivência, mas também, e talvez mais ainda, a estabilidade do Estado.
Mitologia
A infância de Lancelot
Liberal e magnifico, o rei Artur distribuía benefícios e pre­sentes a todos os seus súditos. Seu poder e sua fama eram gran­des. No entanto, ele se via constantemente obrigado a combater seus vizinhos, os saxões. os pictos e os scots. Artur triunfava sem­pre, graças a seus cavaleiros, entre os quais alguns se sentavam em torno da Távola Redonda, em que havia um lugar vago, reser­vado para quem conseguisse reconquistar o Graal. Aqueles eram tempos de grandes aventuras. Onde havia pe­rigo, viam-se cavaleiros em suas montarias, desafiando os traidores, protegendo os fracos, recuperando os bons sentimentos dos maus. Certo dia, o rei Artur passeava por Camalot e ficou sabendo que um gigante estava devastando a Pequena Bretanha. Ninguém via o monstro, e dizia-se que ele se escondia em um rochedo cer­cado pelo mar. É o atual monte Saint-Michel, na França. Quando menos se esperava, o tal monstro chegava aterrorizando os habi­tantes da região, que acabaram indo se esconder nas florestas. O rei então chamou seu senescal.
Mitologia
O príncipe predestinado
Havia em tempos um rei do Egito que não tinha um filho e herdeiro. Então sua majestade (vida, força e saúde) pediu aos deuses do seu tempo que lhe dessem um. Os deuses resolveram conceder-lhe o que ele tanto desejava, e ele dormiu, nessa noite, com sua esposa, e esta ficou grávida. Quando a mulher cumpriu os meses do nascimento deu à luz um rapaz. Ao seu nascimento assistiram as [Sete] Hathores, que se reuniram em volta do pequeno príncipe para lhe preverem o futuro. Então as Hathores disseram: «Nasceu em um mau dia, mau, mau, mau. Morrerá por causa de um crocodilo! E se não for por um crocodilo, será por causa de uma serpente! E se não morrer por causa do crocodilo nem por causa da serpente, será com certeza por causa de um cão!»