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Alemanha
O liberalismo e suas consequências nos conflitos políticos e de grupos
A crítica ao liberalismo ocupa um lugar central na longa trajetória intelectual do jurista e teórico político alemão Carl Schmitt. Com uma produção volumosa e diversificada, estendendo-se por grande parte do século XX, Schmitt se conservou, a despeito das reviravoltas da sua biografia política e das mudanças de rumo no seu pensamento, um opositor intransigente da tradição liberal. A polêmica contra as ideias e instituições liberais se manteve como uma constante na sua obra, mas foi, provavelmente, nos textos dos anos 1920 e do início da década de 1930 que essa atitude desempenhou um papel decisivo na elaboração do seu pensamento. Isso porque, nesse momento, mais do que em qualquer outra etapa do seu percurso, o liberalismo não é apenas um adversário contra o qual a sua reflexão jurídica e política se confronta; ele é, sob diversos aspectos, a referência a partir da qual Schmitt constrói, por uma espécie de negação simétrica, as suas próprias ideias. Nesse sentido, uma crítica ao pensamento liberal está indissoluvelmente ligada à formulação da sua teoria política. Mais explicitamente: o pensamento de Schmitt tende a se estruturar de uma forma tal que seria difícil delimitar inteiramente onde a polêmica se separa da elaboração teórica, onde o ido crítico da análise se distingue do aspecto construtivo.
Mitologia Japonesa
A lua, o astro mais próximo dos homens
Nos mitos de criação do mundo, a Lua tem muitas vezes como origem um olho divino: o olho de Hórus, de Purusha ou de Izanagi. O olho de Hórus, ferido por Seth e curado por Toth, é símbolo de renascimento, e os amuletos em forma de olho de Hórus ou uadjat eram um remédio forte contra os malefícios. No Egito, é também representada pelo deus Khonsu, na forma de um homem com cabeça de falcão e coroado com um disco lunar. Khonsu percorre os céus na sua barca, atributo também corrente nas mitologias devido à sua forma de crescente. Outro aspecto do astro das noites, o deus Toth, encarregado pelo envelhecido Rá de assumir a parte noturna da sua viagem sideral, marca os meses e o ano e estabelece o calendário lunar.
Mitologia Japonesa
Os deuses xintoístas
No xintoísmo, todos os elementos do mundo celeste ou terrestre apresentam um carácter sagrado e são habitados por espíritos com quem é preferível estar conciliado. Estes kami, ou seres situados mais alto, são forças da natureza assimiladas a potências capazes do pior e do melhor. As montanhas, as árvores ou os rios são kami, ao mesmo nível que os homens de essência superior. Tal como certos deuses do Egito, têm geralmente uma natureza ou uma alma dupla: boa e má. Os seus poderes são limitados, uma vez que só conhecem o que está perto deles. Necessitam, por isso, de mensageiros, que, por vezes, se confundem com eles próprios. Assim, o kami do arroz, Inari, tem por mensageiro uma raposa, e os Japoneses acabaram por ver a raposa como o kami do arroz. Entre os seres sobrenaturais nocivos figuram os kappa, espécie de vampiros anões que vivem perto dos cursos de água e atraem as suas vítimas para as afogarem e lhes sugarem o sangue. A única maneira de derrotar um kappa é fazê-lo baixar a cabeça: a água escorre então do seu crânio - porque este contém uma cavidade no topo - e ele perde a força.
Mitologia Japonesa
Mitologia japonesa
A mitologia japonesa foi originalmente conservada religiosamente em duas grandes coleções do século VIII d.e.c., o Kojiki (Registo dos Temas Antigos) e o Nihongí (Crônicas Escritas do Japão). Isto torna a reconstrução da mitologia primordial muito difícil porque estas obras gozam de um estatuto especial não só na religião xintoísta, como também na ideologia
do estado. Ambos se destinavam
a estabelecer a origem divina dos imperadores do Japão e a singularidade das ilhas nipônicas e do povo. No entanto, podemos ler
nas entrelinhas para encontrar
as suas origens. A etnologia
moderna estabeleceu a origem
mista (dos autóctones da Polinésia
com os habitantes da Ásia Oriental Continental)
do povo japonês, o que sugere uma grande variedade de influências na sua mitologia. O início da estória japonesa sobre a criação apresenta consideráveis semelhanças com os mitos da criação polinésios, enquanto o relevo posto nas origens divinas
da linha imperial está mais próximo das estórias das origens coreanas e chinesas.
Portugal
O nacionalismo místico de Fernando Pessoa
Fernando Pessoa (1888-1935), possivelmente um dos melhores poetas europeus do século XX, deixou para a posteridade centenas de páginas de “sociologia política”, um termo escolhido por ele para descrever algumas das suas obras sobre assuntos políticos. Tal como grande parte da produção literária de Fernando Pessoa, só uma pequena fracção foi editada durante o seu tempo de vida. O pouco que publicou antes de morrer consagrou-o, desde o inicio, como um apóstolo do “nacionalismo místico” e do autoritarismo, cuja extensão transcendeu a reduzida fronteira de Portugal, nesse tempo.
Estados Unidos
Liberdade e regulação em uma sociedade de mercado
O propósito deste trabalho é examinar criticamente as obras de Émile Durkheim e Karl Polanyi centrando-nos nas convergências que ambos manifestam ao perceber e, de certo modo, antecipar os limites do mercado para apoiar uma ordem social. Embora situados em diferentes contextos históricos e expressando tradições teóricas divergentes, os dois compartilham uma atitude crítica frente à suposta autossuficiência dos mercados autorregulados, pondo a nu os dilemas de uma sociedade de mercado. Com matizes, coincidem ao sugerir que liberdade não equivale a desregulação e que a afirmação da individualidade não deve ser confundida com ausência de regulação. Suas obras podem ser lidas como tentativas de fundamentar a necessidade de uma instância de coordenação, propondo uma conexão entre indivíduo, mercado e Estado que ainda hoje resulta fecunda para considerar esse complexo vínculo. Cada um, à sua maneira, articulou respostas alternativas frente aos riscos de um mercado desregulado, apelando para o amparo à sociedade como um recurso para rebater os efeitos de um mercado exacerbado.
Rússia
A guerra fria
No final da Segunda Guerra Mundial, as duas novas potências pareciam relativamente equiparadas, pois ambas eram potências industriais e tinham população equivalente, os Estados Unidos com 151 milhões e a União Soviética com 182 milhões. No entanto, os dados populacionais eram uma ilusão, pois a cifra soviética era resultado do ocultamento das baixas de guerra e pode ter sido de apenas 167 milhões. A indústria soviética, no entanto, era a terceira em 1940 atrás dos Estados Unidos e da Alemanha, e grande parte dela estava agora em ruínas. A devastação do país era sem precedentes, mesmo na Alemanha, e os Estados Unidos não tinham sofrido nenhum dano de guerra, exceto em Pearl Harbor e nas ilhas Aleutas. A guerra restaurou a prosperidade americana após a Depressão e foi um enorme estímulo para a tecnologia e indústria dos Estados Unidos, como demonstrou o rápido sucesso do projeto atómico. Nessa época, Stalin estava convencido de que, depois da guerra, as "contradições" entre os Estados Unidos e outras potências ocidentais aumentariam. Ele antecipava em especial uma recuperação e rearmamento rápido da Alemanha e do Japão. Poderia haver finalmente outra guerra entre as potências ocidentais. Certos membros da hierarquia soviética questionavam essa visão, indicando que a Inglaterra, apesar de todas as suas diferenças com os Estados Unidos, era fundamentalmente dependente do dinheiro e poder americano, e a
Civilização Indiana
Uma breve história da Índia, da obscuridade aos guptas
Existem varias dificuldades na elaboração de uma síntese histórica da Índia. Para termos uma ideia dessas dificuldades, basta lembrar que a primeira data rigorosa da História da Índia é o ano 326 a.e.c. que assinala a invasão macedônica. Conhecemos, evidentemente, a existência de uma série infinda de acontecimentos que marcaram a vida política da grande península asiática através de milênios: faltam-nos, porém, os meios para uma exposição histórica segura e rigorosa que consiga estabelecer, com exatidão cronológica, a sequência no tempo e no espaço de boa porção dos citados acontecimentos. A Índia conheceu culturas paleolíticas e neolíticas que deixaram numerosos vestígios. A idade dos metais deixou também suas
França
Infância, uma evolução do despudor medieval à moral moderna
Uma das leis não escritas de nossa moral contemporânea, a mais imperiosa e a mais respeitada de todas, exige que diante das crianças os adultos se abstenham de qualquer alusão, sobretudo jocosa, a assuntos sexuais. Esse sentimento era totalmente estranho à antiga sociedade. O leitor moderno do diário em que Heroard, o médico de Henrique IV, anotava os fatos corriqueiros da vida do jovem Luís Xlll ' fica confuso diante da liberdade com que se tratavam as crianças, da grosseria das brincadeiras e da indecência dos gestos cuja publicidade não chocava ninguém e que, ao contrário, pareciam perfeitamente naturais. Nenhum outro documento poderia dar-nos uma ideia mais nítida da total ausência do sentimento moderno da infância nos últimos anos do século XVI e início do XVII.
Filosofia Clássica
Entendendo Platão, um suprassumo em 5 minutos
Platão, o mais 'nobre' dos discípulos de Sócrates, foi o seu mais fiel defensor e o que mais fez referências a ele, a tal ponto que os estudiosos chegam a ter certa dificuldade em separar as ideias e conceitos de Sócrates, que nunca escreveu nada, das ideias e conceitos do próprio Platão, que se tornou assim, a voz socrática que ecoa ao longo dos milênios. Platão nasceu em berço de ouro no V século antes da era comum mais precisamente em 428, e morreu em 347. Sua educação, como a de qualquer cidadão de família aristocrática, foi voltada ao governo e a guerra, educado nas letras clássicas e nos esportes, fato comprovado pelo seu epiteto 'Platão' que significa 'costas largas'. Platão era o filósofo atleta. Não há relatos sobre sua vida amorosa, diferentemente de Aristóteles que era conhecido por seu amor ao sexo feminino. Platão fora fortemente abalado e influenciado pelo julgamento, condenação e execução de Sócrates, fato que considerava até certo ponto como sua própria culpa.
Textos
Mais TEXTOS
Calpulli: Matriz dos deuses tribais

Um dos aspectos mais interessantes da organização social dos astecas era o calpulli, espécie de bairro ou distrito administrativo autónomo onde se agrupavam pessoas de uma mesma etnia com o fim de cultivar glebas comunitárias de terra. Cada calpulli estava separado dos demais, havendo zonas-limite habitadas pelos chuican chaneque ("os donos dos lugares perigosos”), espécie de duendes ou semideuses dotados de poderes malignos, capazes de provocar danos ao invasor desavisado ou mal-intencionado (uma das modalidades mais comuns do malefício era a de “sequestrar” a alma (tonalli) do invasor por meio de um bom susto, escondendo-a depois nas profundezas da terra).

Xibalbá, o mundo inferior maia

O segundo livro do Popol Vuh, os textos sagrados maias, conta a história de dois deuses heróis que se aventuram no Xibalbá, para vingar o assassinato de seu pai e tio pelos deuses do Mundo Inferior, Muitas imagens de deuses maias da morte foram encontradas nos templos. Referem-se a eles como "Deus da Morte L", ou "Deus da Morte D", também conhecido como Itzamná. O Xibalbá era famoso por seu cheiro de podre e vapores sulfurosos.

Maias, os mestres da América

Estima-se que ao redor de 700 a.e.c., os primeiros maias surgiram na península de Yucatán, localizada entre a América do Norte e a América Central. Na sua fase de formação, a sociedade herdou vários elementos de outras culturas, como os olmecas, que habitavama região. Mas talvez esta data inicial esteja subestimada pela ciência contemporânea. Máscaras com dentes de serpente e um conjunto de peças de jade, achados na Guatemala em maio de 2004, podem ser os sinais que faltavam para comprovar que a civilização maia tenha começado muito antes do que se pensava: em 1500 a.e.c.

Os Meso-americanos
A Meso-américa é uma região geocultural que, atualmente, é ocupada pelo México, Guatemala, Honduras, Costa Rica, Belize e el Salvador. Pensase-se que os primeiros povos a chegar a esta região, há cerca e 35 mil anos, terão atravessado a estreita faixa de terra que atravessa o Estreito de Bering, enreo que é hoje a Rússia e o alasca, e posteriormente se tenham deslocado para o sul. Desde cerca de 2500 a.e.c. até a invasão dos espanhóis em 1519 d.e.c., a Meso-américa era o centro de várias civilizações muito desenvolvidas no que se refere à língua, à escrita, à arte, à arquitetura, à matemática, à astronomia e à agricultura. Basicamente, estas civilizações eram conhecidas como Olmeca, Maia, Tolteca e Asteca. Não havia um governo central e unificado e a região estava separada em várias cidades-estado individuais que, frequentemente, se digladiavam.
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História
  • A guerra na China antiga

    Um código de honra que todos os chefes de valor tentavam respeitar determinava o comportamento que devia ser adotado frente aos próprios adversários, tanto durante a batalha quanto em caso de vitória. Graças a um princípio de clemência freqüentemente aplicado, quando os Zhou conquistaram Yin, a capital Shang, não arrasaram a cidade; em vez disso, confiaram seu g

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  • A vida cotidiana na China antiga

    O estilo de vida dos soberanos e dos aristocratas chineses foi tema de inumeráveis narrativas históricas, obras literárias e pictóricas, ao passo que é muito pouco o que se sabe sobre os costumes das pessoas comuns. A vida na corte e no interior das moradias suntuosas da nobreza era rigidamente determinada por complexos códigos rituais que não apenas estabelecia

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    Os jesuítas que nos séculos passados visitaram o Império do Meio com a intenção de difundir o cristianismo transmitiram ao Ocidente a imagem de uma China habitada por povos pouco inclinados ao sentimento religioso e governados por sábios filósofos. Esse testemunho produziu um efeito distorcido, e não permite compreender as peculiaridades e a riqueza do sentiment