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A Septuaginta alexandrina
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Larousse Das Civilizaçoes Antigas
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Organizadaora Catherine Salles

 

(Derek Adie Flower)

Alexandria logo havia se tornado um polo de atração para homens de todas as nacionalidades e credos, e uma das comunidades que mais cresciam era a judia, estabelecida em uma área especialmente escolhida a leste do Bruquíon, onde viviam a "realeza" e os cidadãos gregos.

Normalmente, os imigrantes judeus daquela época tinham tendência a viver juntos, guardando com zelo seus costumes e tradições, e conservando a língua materna na qual haviam sido criados. Mas como a língua falada em Alexandria era o grego, quando a segunda e terceira gerações substituíram os primeiros colonos vindos de Jerusalém, sua linguagem, o hebreu, ficou tão antiquada que poucos conseguiam ler seus livros religiosos sagrados.

Assim, os rabinos decidiram que a solução lógica era traduzir para o grego a Torá ou Pentateuco (os cinco primeiros livros do Antigo Testamento).

Existem várias lendas sobre quando e como aconteceu a tradução. A mais pitoresca conta que, a pedido do Sumo Sacerdote Eliezar, Demétrio Falereu exortou Ptolomeu I a mandar trazer de Jerusalém os tradutores mais qualificados. O resultado foi a vinda de 72 tradutores - seis de cada uma das doze tribos de Israel -, que foram abrigados em um número equivalente de celas na Ilha de Faro. Setenta dias depois, a tradução estava concluída, daí o nome Septuaginta, que em grego significa setenta.

Essa versão da história foi contada em um duvidoso documento do século II a.e.c., chamado Carta de Aristeu. Ninguém sabe quem era esse Aristeu, onde viveu, se era grego ou judeu. E, no entanto, curiosamente, homens de letras confiáveis, como Filo,74Josefo75 e Tzetzes, do século 12 d.e.c., a aceitaram como historicamente válida.

Na verdade, o trabalho de tradução provavelmente levou alguns anos, ou mesmo décadas, e agora se presume que foi completado entre o fim do século III a.e.c e a metade do século II a.e.c.

Existe também uma teoria, baseada em estudos recentes, de que a Septuaginta foi produzida na Palestina e não em Alexandria, embora a pedido especial das autoridades judias de Alexandria. Possivelmente, ambas as versões têm algo de verdade, mas há pouca dúvida de que a cultura alexandrina foi basicamente a responsável pela que ficou conhecida como uma das mais importantes traduções jamais realizadas.

Até então, o estudo dos textos do Antigo Testamento estava reservado exclusivamente aos eruditos hebreus. Com a Septuaginta em grego, a linguagem cotidiana falada na maior parte do mundo helénico, o estudo dos cinco primeiros livros da Bíblia tornou-se disponível a um público amplo e diversificado. Desnecessário sublinhar as repercussões religiosas e filosóficas que isso teria na civilização ocidental nos séculos vindouros.

O declínio

Por volta da metade do século II a.e.c, a torre de marfim da erudição alexandrina sofreu seu primeiro revés.

A decadência começou já com a subida ao trono em 222 a.e.c. de Ptolomeu IV Filopátor (Amante de seu Pai, isto é, o falecido Evergeta). Ao contrário de seus três antecessores reais, que tornaram Alexandria conhecida política e culturalmente, parece que esse faraó só estava interessado em sexo e bebida. E, embora tenha conseguido repelir um ataque selêucida ao Egito na batalha de Ráfia em 217 a.e.c., isso ocorreu à custa da estabilidade social e com tumultos e desordens explodindo em todo o vale do Nilo.

Doze anos mais tarde (205 a.e.c.), Ptolomeu V Epifânio (manifestação de Deus), filho do casamento de Evergeta com sua irmã Arsinoé III, subiu ao trono. Em seu reinado de 24 anos, conseguiu perder todas as possessões gloriosamente conquistadas por seus antecessores fora das fronteiras do país, por isso teve de pedir socorro a Roma, assinalando o declínio político do Egito e sua decadência como potência dominante, passando a uma posição de segunda categoria.

Mas os sinos da morte começaram realmente a dobrar para esse outrora poderoso império quando o cônsul romano Gaio Popilo Lena teve de correr em socorro do próximo rei, Ptolomeu VI Filométor (amante de sua mãe) para ajudá-lo a acuar o rei sírio, Antíoco Epifânio, quando o exército deste cercou as muralhas de Alexandria.

A primeira metade do século II a.e.c. foi uma das mais terríveis na história do Egito ptolemaico, do Museu e da Biblioteca, pois, por quase sessenta anos, Ptolomeu VI e seu irmão, Ptolomeu VII (Neo Filopátor), se derrubaram alternadamente do trono e lançaram o Egito em uma total dependência de Roma.

A degeneração latente da família real atingiu o clímax com o monstruosamente gordo Ptolomeu VIII Evergeta, que bateu recordes de incesto ao casar-se primeiro com sua irmã, Cleópatra II (que também havia sido esposa de seu irmão), e depois com sua sobrinha, Cleópatra III.

Infelizmente para a cultura alexandrina, Fiscon, "Gorducho", como ele era apelidado, cuja forma elefantina podia ser vista frequentemente gingando pelos jardins do palácio enrolado apenas em uma gaze transparente, adquiriu uma aversão tão selvagem e irracional aos intelectuais gregos do Museu e da Biblioteca que vários deles sentiram suas vidas ameaçadas e fugiram, causando uma drenagem invertida de cérebros, quando a fama de pertencer ao mais importante centro de erudição se desgastou ao extremo e o patrocínio real não só deixou de existir como também se tornou fonte de perigo pessoal.

Isso não significou que os homens de ciências e letras pararam de frequentar a Biblioteca. Continuaram a fazê-lo, mas na Biblioteca Filha existente no Serapeum, na parte egípcia da cidade, onde se sentiam menos ameaçados pelos perversos caprichos do monarca. E, embora o auge tivesse passado, o grande centro do conhecimento continuou a influenciar a cultura mundial por meio de meia dúzia de homens que, apesar das dificuldades, mantiveram ardendo a chama do pensamento alexandrino.

Um geômetra, três gramáticos, um astrônomo e um físico: eles simbolizam os quatro campos do conhecimento pelos quais as escolas de Alexandria ficaram famosas.

 

Fonte:
A Biblioteca de Alexandria
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Psicologia
17/08/2014 | 21:18h
Adolescência - Tornar-se jovem
Quando lemos um livro, particularmente um livro que fale de Psicologia, esperamos nos encontrar em suas páginas. Mas geralmente esses livros estão distantes de nossas vidas. Falam de coisas que não sentimos, usam termos que não escutamos, enfim, estão descolados de nossa realidade. Esse distanciamento entre a vida e a teoria é conseqüência do trabalho científico, que produz abstrações sobre a realidade. A ciência não reproduz a realidade, mas afasta-se dela para poder compreendê-la. Enquanto estamos discutindo o tema cientificamente, você, jovem, está vivenciando o fenômeno. O risco aqui é o de nos distanciarmos completamente do leitor ou, com um pouco de sorte, estabelecer uma conversa franca, honesta, sem moralismo. É muito difícil estabelecer o limite entre esses dois extremos. Por um lado, fala a cabeça racional do cientista e, por outro, o desejo do educador do encontro com a juventude.
História
17/08/2014 | 21:18h
A Rússia de Anna e Elisabete
Com a restauração da autocracia, Anna subiu ao trono como imperatriz da Rússia e, depois de algum tempo, mandou os líderes dos clãs Golitsyn e Dolgorukii para o exílio. Os dez anos do reinado de Anna, na memória da nobreza russa, foram um período sombrio de governo dos favoritos alemães de Anna - particularmente seu camareiro, Ernst-Johann Biihren (Biron para os russos), que era supostamente todo-poderoso e indiferente aos interesses russos. Essa memória é um exagero considerável. Após um breve interlúdio, a imperatriz Elizabete, filha de Pedro, o Grande, e uma monarca hábil e firme, sucedeu-a (1741-1761). Por baixo de todo o drama da corte, formava-se a nova cultura russa, e a Rússia entrou na era do Iluminismo. Nessas décadas, também podemos vislumbrar a sociedade russa para além das descrições de condição jurídica e no interior da teia das relações humanas.
Mitologia
16/08/2014 | 21:29h
Exu respeita o tabu e é feito o decano dos Orixás
Exu era o mais jovem dos orixás. Exu assim devia reverência a todos eles, sendo sempre o último a ser cumprimentado. Mas Exu almejava a senioridade, desejando ser homenageado pelos mais velhos. Para conseguir seu intento, Exu foi consultar o babalaô. Foi dito a Exu que fizesse sacrifício.
Psicologia
16/08/2014 | 20:17h
A evolução do Sistema Nervoso - Das primeiras células aos vertebrados
As estimativas atuais da ciência sugerem que o universo teria passado por um estágio inicial, algo próximo ao seu surgimento, há cerca de 13,7 bilhões de anos. A teoria moderna mais aceita é a que propõe ter havido uma imensa explosão dando origem ao universo. O momento originário, o Big-Bang, teria ocorrido em um curtíssimo espaço de tempo, a temperaturas elevadíssimas. Segundo tal teoria, logo ao nascer, o universo seria muito menor, extraordinariamente mais denso e mais quente (da ordem do bilhão de graus) do que é agora. Aos poucos, ele teria se tornado mais frio e menos denso, expandindo-se de forma gradativa. Essa tem sido a concepção (ou “o mito de origem”) do universo, segundo as ciências físicas contemporâneas.
História
11/08/2014 | 22:53h
Século XVII, os Romanov assumem o poder na Rússia
O fim do Tempo de Dificuldades trouxe paz para a Rússia e uma nova dinastia de tsares, que permaneceria no trono até 1917. As décadas que sucederam ao Tempo de Dificuldades viram a restauração da ordem social e política que havia existido antes, de forma que a Rússia tinha basicamente o mesmo aspecto do dia em que a Assembleia da Terra elegera Boris Godunov como tsar. Porém, sob a superfície de costumes e instituições restauradas, antigas tendências ganharam velocidade e novos avanços surgiram. A servidão proporcionou uma estrutura rígida que determinava a vida da maioria dos russos e desacelerava, mas não impedia, mudanças e crescimento na economia. No outro extremo da sociedade russa, na corte e entre o alto clero, estavam acontecendo mudanças no sentimento religioso e na cultura que teriam efeitos profundos.
História
10/08/2014 | 18:56h
1598 d.e.c. Morre Tzar Fyodor, Rússia mergulha no caos político
Quando Ivã morreu, o país estava recuperando-se lentamente dos desastres dos últimos 25 anos do seu reinado. Ele tinha dois filhos ainda vivos, Fyodor, o mais velho, de Anastásia, e Dmitri (nascido em 1582) da sua quarta esposa, Maria Nagaia. Fyodor, que aparentemente era limitado tanto nas capacidades quanto na saúde, era casado com Irina Godunov, irmã de Boris Godunov, um boiardo que, graças à Oprichnina, havia ascendido de origens modestas na classe fundiária. Com a acessão do seu cunhado ao trono, Boris agora tinha condições de tornar-se a personalidade dominante em torno do tsar. Antes, porém, ele teria de se livrar dos poderosos boiardos rivais que viram uma oportunidade de restaurar seu poder na corte. De fato, no início do reinado de Fyodor, praticamente todo clã boiardo que tinha sofrido sob o domínio de Ivã retornou à Duma, se ainda não o havia feito antes. Boris não perdeu tempo para marginalizá-los um a um e empurrar alguns deles para o exílio. Seu segundo problema era a presença do tsarévitche Dmitri, pois Fyodor e Irina tiveram somente uma filha, que morrera na infância. Boris havia trazido médicos dos Países Baixos para examinar Irina, mas a iniciativa fora em vão. Portanto, após a morte de Fyodor, o trono passaria presumivelmente para Dmitri, mas em 1591 ele faleceu, supostamente porque se esfaqueou por acidente com uma espada de brinquedo enquanto brincava. Essa foi a conclusão da investigação oficial. Naturalmente, persistiu o rumor de que Boris havia secretamente ordenado o assassinato do garoto, e o mistério continua sem solução até hoje. Certamente, a morte de Dmitri tornou possível tudo o que aconteceu depois.
História
09/08/2014 | 17:38h
Ivan III de Moscow conquista Novgorod, nasce a Rússi
o final do século XV, a Rússia passou a existir como Estado, e não mais um simples grupo de principados inter-relacionados. Exatamente nessa época, na linguagem escrita o termo moderno Rossia (uma expressão literária emprestada do grego) começou a desbancar o tradicional e vernáculo Rus. Se tivermos de escolher um momento em que o principado de Moscou dá origem à Rússia, este é a anexação final de Novgorod pelo grão-príncipe Ivã III (1462-1505) de Moscou em 1478. Com esse ato, Ivã uniu os dois principais centros políticos e eclesiásticos da Rússia medieval sob um único governante e, na geração seguinte, ele e seu filho Vassíli III (1505-1533) acrescentaram os demais territórios. A oeste e ao norte, as fronteiras que eles fixaram são aproximadamente as da Rússia atual, ao passo que ao sul e a leste a fronteira continuou, na maior parte da sua extensão, a ser a fronteira ecológica entre a floresta e a estepe. Apesar da expansão posterior, esse território formou o núcleo da Rússia até meados do século XVIII e continha a maior parte da população e os centros do Estado e da Igreja. Os russos ainda eram um povo espalhado ao longo dos rios entre grandes florestas.
História
08/08/2014 | 19:25h
O surgimento do principado de Moscow
Depois da desintegração gradual de Rus de Kiev, as potências regionais que tomaram seu lugar começaram a diferenciar-se. Nesses séculos, os territórios de Novgorod e do velho Nordeste começaram a formar uma língua e cultura distintas que podemos chamar de russa. Embora o termo mais antigo Rus tenha persistido até ser substituído por Rússia (Rossiia) no século XV, nesse período podemos começar a chamar a região de Rússia e o povo de russo. Nesses séculos, a Rússia, como os outros territórios de Rus de Kiev que ficariam para a Lituânia, conheceu um cataclismo na forma da invasão mongol, que moldou sua história pelos próximos três séculos. O Império mongol foi o último e maior dos impérios nômades formados na estepe eurasiana. Foi principalmente obra de Temuchin, um chefe mongol que uniu as tribos mongóis em 1206 e adotou o nome de Genghis Khan. Ele acreditava que o Eterno Céu Azul havia lhe conferido poder sobre todas as pessoas que viviam em tendas de feltro e que, portanto, ele era o soberano legítimo de todos os nômades da Ásia interior. A estepe não era o bastante. Em 1211, Genghis Khan avançou para o sul contra a Grande Muralha e invadiu a China Setentrional. Em seguida seus Exércitos marcharam para oeste e, quando ele morreu em 1227, eles tinham acrescentado toda a Ásia interior e central aos seus domínios.