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A civilização grega. -  | 2007 |
Introdução a História da Antiguidade -  | 2009 |
Mais belas histórias da antiguidade clássica - Os mitos da Grécia e de Roma | 1995 |
A Guerra do Peloponeso: - Novas perspectivas sobre o mais trágico confronto da Grécia antiga. | 2006 |
Mais belas histórias da antiguidade clássica - Os mitos da Grécia e de Roma | 1996 |
Navegando o Mar de Vinho -  | 2009 |
Mitologia Grega, v2. -  | 2009 |
Apócrifos - Os Proscritos da Bíblia | 1992 |
A Invenção da Cultura -  | 2012 |
Os Sonambulos - Como eclodiu a Primeira Guerra Mundial | 2014 |
Piramides - A Verdadeira Historia -  Por Tras Dos Mais Antigos Monumentos Do Egito | 2005 |
Os 100 maiores discursos da história -  | 2011 |
Cultura - Um conceito Antropológico | 2008 |
Biblioteca de Alexandria: - As Histórias da Maior Biblioteca da Antiguidade. | 2010 |
A Septuaginta alexandrina

 

História - Idade Antiga - Antiguidade Clássica - Civilização Grega - Civilização Egípcia - Civilização Hebráica - Judaísmo - Septuaginta alexandrina
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Alexandria logo havia se tornado um polo de atração para homens de todas as nacionalidades e credos, e uma das comunidades que mais cresciam era a judia, estabelecida em uma área especialmente escolhida a leste do Bruquíon, onde viviam a "realeza" e os cidadãos gregos.

Normalmente, os imigrantes judeus daquela época tinham tendência a viver juntos, guardando com zelo seus costumes e tradições, e conservando a língua materna na qual haviam sido criados. Mas como a língua falada em Alexandria era o grego, quando a segunda e terceira gerações substituíram os primeiros colonos vindos de Jerusalém, sua linguagem, o hebreu, ficou tão antiquada que poucos conseguiam ler seus livros religiosos sagrados.

Assim, os rabinos decidiram que a solução lógica era traduzir para o grego a Torá ou Pentateuco (os cinco primeiros livros do Antigo Testamento).

Existem várias lendas sobre quando e como aconteceu a tradução. A mais pitoresca conta que, a pedido do Sumo Sacerdote Eliezar, Demétrio Falereu exortou Ptolomeu I a mandar trazer de Jerusalém os tradutores mais qualificados. O resultado foi a vinda de 72 tradutores - seis de cada uma das doze tribos de Israel -, que foram abrigados em um número equivalente de celas na Ilha de Faro. Setenta dias depois, a tradução estava concluída, daí o nome Septuaginta, que em grego significa setenta.

Essa versão da história foi contada em um duvidoso documento do século II a.e.c., chamado Carta de Aristeu. Ninguém sabe quem era esse Aristeu, onde viveu, se era grego ou judeu. E, no entanto, curiosamente, homens de letras confiáveis, como Filo,74Josefo75 e Tzetzes, do século 12 d.e.c., a aceitaram como historicamente válida.

Na verdade, o trabalho de tradução provavelmente levou alguns anos, ou mesmo décadas, e agora se presume que foi completado entre o fim do século III a.e.c e a metade do século II a.e.c.

Existe também uma teoria, baseada em estudos recentes, de que a Septuaginta foi produzida na Palestina e não em Alexandria, embora a pedido especial das autoridades judias de Alexandria. Possivelmente, ambas as versões têm algo de verdade, mas há pouca dúvida de que a cultura alexandrina foi basicamente a responsável pela que ficou conhecida como uma das mais importantes traduções jamais realizadas.

Até então, o estudo dos textos do Antigo Testamento estava reservado exclusivamente aos eruditos hebreus. Com a Septuaginta em grego, a linguagem cotidiana falada na maior parte do mundo helénico, o estudo dos cinco primeiros livros da Bíblia tornou-se disponível a um público amplo e diversificado. Desnecessário sublinhar as repercussões religiosas e filosóficas que isso teria na civilização ocidental nos séculos vindouros.

O declínio

Por volta da metade do século II a.e.c, a torre de marfim da erudição alexandrina sofreu seu primeiro revés.

A decadência começou já com a subida ao trono em 222 a.e.c. de Ptolomeu IV Filopátor (Amante de seu Pai, isto é, o falecido Evergeta). Ao contrário de seus três antecessores reais, que tornaram Alexandria conhecida política e culturalmente, parece que esse faraó só estava interessado em sexo e bebida. E, embora tenha conseguido repelir um ataque selêucida ao Egito na batalha de Ráfia em 217 a.e.c., isso ocorreu à custa da estabilidade social e com tumultos e desordens explodindo em todo o vale do Nilo.

Doze anos mais tarde (205 a.e.c.), Ptolomeu V Epifânio (manifestação de Deus), filho do casamento de Evergeta com sua irmã Arsinoé III, subiu ao trono. Em seu reinado de 24 anos, conseguiu perder todas as possessões gloriosamente conquistadas por seus antecessores fora das fronteiras do país, por isso teve de pedir socorro a Roma, assinalando o declínio político do Egito e sua decadência como potência dominante, passando a uma posição de segunda categoria.

Mas os sinos da morte começaram realmente a dobrar para esse outrora poderoso império quando o cônsul romano Gaio Popilo Lena teve de correr em socorro do próximo rei, Ptolomeu VI Filométor (amante de sua mãe) para ajudá-lo a acuar o rei sírio, Antíoco Epifânio, quando o exército deste cercou as muralhas de Alexandria.

A primeira metade do século II a.e.c. foi uma das mais terríveis na história do Egito ptolemaico, do Museu e da Biblioteca, pois, por quase sessenta anos, Ptolomeu VI e seu irmão, Ptolomeu VII (Neo Filopátor), se derrubaram alternadamente do trono e lançaram o Egito em uma total dependência de Roma.

A degeneração latente da família real atingiu o clímax com o monstruosamente gordo Ptolomeu VIII Evergeta, que bateu recordes de incesto ao casar-se primeiro com sua irmã, Cleópatra II (que também havia sido esposa de seu irmão), e depois com sua sobrinha, Cleópatra III.

Infelizmente para a cultura alexandrina, Fiscon, "Gorducho", como ele era apelidado, cuja forma elefantina podia ser vista frequentemente gingando pelos jardins do palácio enrolado apenas em uma gaze transparente, adquiriu uma aversão tão selvagem e irracional aos intelectuais gregos do Museu e da Biblioteca que vários deles sentiram suas vidas ameaçadas e fugiram, causando uma drenagem invertida de cérebros, quando a fama de pertencer ao mais importante centro de erudição se desgastou ao extremo e o patrocínio real não só deixou de existir como também se tornou fonte de perigo pessoal.

Isso não significou que os homens de ciências e letras pararam de frequentar a Biblioteca. Continuaram a fazê-lo, mas na Biblioteca Filha existente no Serapeum, na parte egípcia da cidade, onde se sentiam menos ameaçados pelos perversos caprichos do monarca. E, embora o auge tivesse passado, o grande centro do conhecimento continuou a influenciar a cultura mundial por meio de meia dúzia de homens que, apesar das dificuldades, mantiveram ardendo a chama do pensamento alexandrino.

Um geômetra, três gramáticos, um astrônomo e um físico: eles simbolizam os quatro campos do conhecimento pelos quais as escolas de Alexandria ficaram famosas.

Referências e notas:
A Biblioteca de Alexandria
Mais de Civilização Grega
Mais TEXTOS
A evolução da ciência psicológica
Compreender, em profundidade, algo que compõe o nosso mundo significa recuperar sua história. O passado e o futuro sempre estão no presente, enquanto base constitutiva e enquanto projeto. Por exemplo, todos nós temos uma história pessoal e nos tornamos pouco compreensíveis se não recorremos a ela e à nossa perspectiva de futuro para entendermos quem somos e por que somos de uma determinada forma. Esta história pode ser mais ou menos longa para os diferentes aspectos da produção humana. No caso da Psicologia, a história tem por volta de dois milênios. Esse tempo refere-se à Psicologia no Ocidente, que começa entre os gregos, no período anterior à era cristã. Para compreender a diversidade com que a Psicologia se apresenta hoje, é indispensável recuperar sua história. A história de sua construção está ligada, em cada momento histórico, às exigências de conhecimento da humanidade, às demais áreas do conhecimento humano e aos novos desafios colocados pela realidade econômica e social e pela insaciável necessidade do homem de compreender a si mesmo.
Arte e olvisaria na Macedônia de Filipe II e Alexandre Magno

Felipe elevou o reino macedônico a um alto grau de grandeza porque tinha abundância de recursos.” Todos os depósitos minerais dentro do reino e no Império Balcânico eram posse pessoal do rei e, já no início do reinado de Felipe, as técnicas de mineração foram enormemente aperfeiçoadas. O ouro e a prata de suas moedas eram de qualidade pura, o que era importan­te, já que as moedas eram avaliadas pelo peso. As moedas mais famosas de Felipe foram suas Philippeioi de ouro, com a cabeça de Apolo de um lado e um carro de dois cavalos a galope no lado oposto. As moedas seguiam o padrão de peso da Ática e tinham como objetivo principal transações de larga escala na área do Mediterrâneo. Reservas de Philippeioi foram encontradas em toda a Grécia e a oeste da Grécia (especialmente na Sicília), Ásia Menor, Síria, Chipre e Egito, e também nos Bálcãs e no sul da Rússia. As maiores moedas de prata eram tetradracmas mostrando a cabeça de Zeus coroado com louro e, no reverso, um cavalo de raça montado por um jóquei. Todas as moedas de prata pertenciam ao padrão Trácia, que favore­ciam as transações nos Bálcãs e além deles. Reservas de tetradracmas foram encontradas ali, na Grécia e na Sicília. A ampla circulação das Philippeioi e dos tetradracmas dá-nos uma idéia da órbita de comércio e transações da Macedônia. Pequenas denominações em prata e emissões muito grandes de moedas de bronze eram usadas para troca interna dentro do reino. Assim, a economia da Macedônia tornou-se inteiramente monetá­ria e Alexandre herdou a moeda mais forte da Europa.

A religião e as artes na Grécia do Séc. IV a.e.c.
Qual a repercussão desses acontecimentos políticos e militares na paisagem, na sociedade, nas cidades e na vida dos gregos anti­gos? Considerando-se que a Grécia parecia viver num perpétuo estado de guerra nos primeiros 40 anos do século IV a.e.c., não surpreende que, dentre as peças literárias desse período que chegaram até nós, uma das mais notáveis trate precisamente desse tema. É um texto franco e dire­to sobre cada aspecto dos preparativos e da condução da arte da guerra — e, mais especificamente, da guerra de assédio —, escrito por um homem chamado Eneias no meado do século IV. Com este manual, qualquer um podia tornar-se um comandante militar tático, aprender a efetuar cercos e solapar as condições psicológicas do inimigo. Qualquer cidadão das ci­dades gregas dispunha agora de anotações sobre a sobrevivência durante um cerco, com direito a informações cruciais como a melhor maneira de impedir a sabotagem de arcos e flechas ou contrabandear armas para a cidade. Minha favorita, contudo, é de longe a dica para enviar mensa­gens secretas. O sujeito podia escolher entre costurar a mensagem na sola do sapato, escondê-la num curativo ou, melhor ainda, escrevê-la numa bexiga de vaca inchada, pois ao desinchar ela poderia ser introduzida e escondida num frasco de óleo.
A Septuaginta alexandrina

Alexandria logo havia se tornado um polo de atração para homens de todas as nacionalidades e credos, e uma das comunidades que mais cresciam era a judia, estabelecida em uma área especialmente escolhida a leste do Bruquíon, onde viviam a "realeza" e os cidadãos gregos. Normalmente, os imigrantes judeus daquela época tinham tendência a viver juntos, guardando com zelo seus costumes e tradições, e conservando a língua materna na qual haviam sido criados. Mas como a língua falada em Alexandria era o grego, quando a segunda e terceira gerações substituíram os primeiros colonos vindos de Jerusalém, sua linguagem, o hebreu, ficou tão antiquada que poucos conseguiam ler seus livros religiosos sagrados.

Os Ptolomeus e a Biblioteca de Alexandria

Quando Alexandre Magno morreu repentinamente em 323 a.e.c., o vasto império que criara foi repartido entre seus generais, e o Egito coube a Ptolomeu, filho de um obscuro comandante de guarnição macedônio chamado Lagos, que tivera a sorte, ou a perspicácia, de casar-se com uma segunda prima em segundo grau e ex-amante de Filipe da Macedonia, o pai de Alexandre.

Prostitutas, de deusas à escória da sociedade

Que a prostituição é popularmente conhecida como a profissão "mais antiga do mundo", todos sabem. E, desde que o mundo é dito civilizado, sempre houve prostitutas pobres e prostitutas de elite. O lado desconhecido dessa história é que a imagem a respeito delas nem sempre foi a que temos atualmente. As meretrizes já foram admiradas pela inteligência e cultura, e também já foram associadas a deusas - manter relações sexuais com elas era necessário para conseguir poder e respeito.

Impérios: Os fenícios

Os fenícios apareceram na história em torno de 1200 a.e.c., um tempo em que a maioria do mundo civilizado estava sendo infestada por bárbaros. No vácuo político e militar dos 400 anos da antiga idade das trevas, este pequeno grupo de comerciantes puderam prosperar e gradualmente ampliar sua influência. Em vez de adquirir um império físico de terras contínuas, construíram gradualmente em lugar disto uma grande rede comercial e colonial tendo seu estreito território como lar e algumas cidades independentes ao longo da costa do que é agora o Líbano. Eles eram os restantes dos Canaanitas (povo de Canaã), e Semitas que ocuparam as cidades-estados ocupadas nesta região antes de 1200 a.e.c.

Em Olímpia, a corrupção já manchava os Jogos

Tudo o que faz a glória e a vergonha do esporte no século XXI já existia na Grécia antiga: treinamento intensivo, dietas, transferências de clubes, profissionalismo, semiprofissionalismo, amadorismo e doping. O dinheiro, claro, também estava presente. Desde que os Jogos Olímpicos passaram a ser organizados oficialmente, os atletas foram remunerados. Quando se tornaram disputas entre as cidades, nas quais o prestígio nacional ou local estava em jogo, as autoridades passaram a patrocinar seus representantes. Mantinham colégios de atletas e, quando não conseguiam formar nenhum campeão, compravam um no estrangeiro.

Guerra do Peloponeso: estratégias, custos e objetivos de Esparta e Atenas

A força e as esperanças de Atenas repousavam sobre sua magnifica frota moral. Em seus portos, havia pelo menos trezentos navios de guerra em condições de enfrentar o mar, além de outros que poderiam ser reformados e utilizados em caso de necessidade. Seus aliados livres - Lesbos, Quios e Córcira - tambem poderiam fornecer navios, talvez mais de cem no total.

O século de Péricles
Péricles deu o seu nome ao século em que viveu, para nos o século V antes da era cristã. Grande honra, desde que merecida. Vejamos primeiramente os limites desse "século". Péricles, apos uma breve luta politica contra os seus adversários atenienses, fora e dentro do seu partido, alcançou o poder em 461. A partir desta data, é o único dirigente da cidade de Atenas, não contando um brevíssimo eclipse de alguns meses, ate a data da sua morte, em 429. Este século reduz-se a um terço de século: dura trinta e dois anos. É certo que, durante este período, os acontecimentos políticos se precipitam em ritmo acelerado. As obras-primas sucedem-se umas as outras. Poucos são, nestes trinta e dois anos, os que não vejam o nascimento de uma ou várias das mais deslumbrantes obras que jamais produziu a historia dos homens. Obras de mármore ou de bronze, obras de matéria poética, obras de pensamento cientifico.
A importância das Musas em Hesíodo e Homero

Aparentemente a Teogonia parece-nos apenas um mero catalogo de nomeações divinas, mas em uma analise mais profunda de seu conteúdo podemos perceber que todo o relato hesiódico vai muito além de nomeações olímpicas, Hesíodo ao compor a Teogonia expôs genealogicamente as gerações divinas e os mitos cosmogônicos, é importante ressaltar que esta ordenação genealógica, não deve ser entendida como uma ordem cronológica pois no tempo mítico não é presente essa relação de "antes e depois" o mito em si não é cronológico ele é contínuo, o tempo e a temporalidade se subordinam ao exercício dos poderes divinos e a ação e presença das potestades divinas

Os feitos e a natureza de Demeter
Embora suas sacerdotisas iniciem as noivas e os noivos nos segredos do ato matrimonial, Demeter, a deusa dos trigais, não tem seu próprio esposo. Quando ainda era jovem e alegre, ela pariu Core e o robusto laco fora do matrimonio, filhos de seu irmão Zeus. Também deu a luz Pluto, apos deitar-se com o titã Jásio, por quem se apaixonara durante o casamento de Cadmo e Harmonia. Estimulados pelo nectar que fluía como água no banquete, os dois amantes saíram furtivamente da casa e se deitaram em um campo arado três vezes. Ao retornarem, adivinhando o que haviam feito pela expressão de seus semblantes e pelo barro que tinham nos braços e nas pernas, Zeus enfureceu-se com Jásio por ter-se atrevido a tocar Demeter, fulminando-o. Mas há quem diga que Jásio foi morto por seu irmão Dárdano, ou que foi despedaçado pelos próprios cavalos.
Os túmulos dos Átridas
Os feitos e a natureza de Posídon
Teseu, o herói que inspirou Imortais
Hera e seus filhos
As galeras de guerra da Antiguidade
A origem líbia de Atena
A criança e a guerra na Grécia Antiga
Diálogo mítico entre oriente e ocidente
Os deuses e os homens
No decurso de dez séculos de existência, e mais ainda, a vida religiosa dos Gregos tomou formas muito diversas: nunca teve forma dogmática, o que para nos simplificaria o seu conhecimento. Nada na religião grega se parece com um catecismo ou com uma aparência de pregação. A menos que os espetáculos trágicos e cômicos possam ser chamados "pregação". E podem-no, num sentido que precisaremos adiante. Acrescentemos que não existe, por assim dizer, na Grécia, qualquer clero, e se o há não tem influencia - excluindo os oráculos dos grandes santuários. São os magistrados da cidade que, entre outras funções, realizam certos sacrifícios e dizem certas orações. Estes atos rituais constituem uma tradição ancestral que os cidadãos não pensam sequer contestar. Mas as orações são extremamente livres, podem mesmo dizer-se flutuantes. A crença conta menos do que o gesto ritual que se executa. Uma espécie de aceno de mão, um beijo atirado com as pontas dos dedos à essas grandes potestades, cuja importância na existência humana às massas populares, como os intelectuais, raramente separados da massa, estão de acordo em reconhecer.
Sólon e o caminho para a democracia
Ulisses e o mar
A Ilíada e o Humanismo de Homero
Na terra grega, o povo grego
A ultima das expedições guerreiras dos príncipes aqueus, que levaram consigo os seus numerosos vassalos, foi a não lendária mas histórica guerra de Troia. A cidade de Troia-ilion, que era também uma cidade helênica, situada a pequena distância dos Dardanelos, enriquecera cobrando direitos aos mercadores que, para passar o mar Negro, tomavam o caminho de terra, ao longo do estreito, a fim de evitar as correntes, levando aos ombros barcos e mercadorias. Os Troianos espoliavam-nos largamente a passagem. Estes ratoneiros foram pilhados por seu turno. Ilion foi tomada e incendiada após um longo cerco, no principio do século XII (cerca de 1200). Numerosas lendas, aliás belas, mascaravam as razões verdadeiras, que eram razões econômicas, não heróicas, desta rivalidade de salteadores. A Ilíada dá-nos algumas. Os arqueólogos que fizeram escavações em Troia, no século passado, encontraram, nos restos de uma cidade que mostra sinais de incêndio e que a terra de uma colina recobria há mais de três mil anos, objetos da mesma época que os encontrados em Micenas. Os ladrões não escapam aos pacientes inquéritos dos arqueólogos-policiais.
Gregos... Bárbaros são os outros.
Os Gregos no Egito
O Nascimento de Uma Nação
A presença humana na península Balcânica data do período neolítico há milhares de anos. Vestígios indicam que os pélagos foram os primeiros habitantes da região. Eram, provavelmente, de origem mediterrânea. Os cretenses, no entanto, são apontados por especialistas em história da Grécia como os pioneiros mais importantes da civilização. Sua presença predominou por toda região do Egeu. Tantos os pélagos quanto os cretenses, enfim, devem ser considerados povos anteriores aos gregos- ou, como chamam alguns, povos pré-helênicos. A história do mar Egeu e seus povos tem suas origens ligadas à ilha de Creta. Por volta de 1800a.C., as cidades de Cnossos e Faístos, na ilha da Grécia, atingiram o seu apogeu de prosperidade como civilização. Até que o palácio de Cnossos foi destruído entre cem e duzentos anos depois. Formou-se, então, uma nova dinastia, à qual se devem diversas transformações, inclusive o tipo de escrita que floresceu naquela época. Os cretenses chegaram a experimentar um segundo momento de apogeu, cerca de cinquenta anos mais tarde. Isso aconteceu quando seus domínios atingiram a Ásia Menor, fato que lhes permitiu recostruir Tróia, e a Grécia continental, onde fundaram Tirinto e Micenas. Os chamados "povos do mar" vieram em seguida aos cretenses. Eles surgiram pelos fins do século XVa.C., e eram também considerados predecessores bem próximos dos povos gregos. Eram os aqueus, de origem indo-européia.
A cólera de Poseidon
De acordo com Tucídides, ao mesmo tempo que a terra tremia naquela parte da Grécia, a costa leste do país era atingida por abalos seguidos de tsunamis que devastaram pontos do litoral do continente e da ilha de Eubeia. No parágrafo 89, o autor apresenta uma viva descrição do ocorrido: E nesse período de terremotos contínuos, o mar em Oróbias, na Eubeia, recuou de onde então era praia e em seguida veio de volta em forma de volumosa onda, desabando sobre parte da cidade. Um tanto da água infiltrou
A guerra naval no século III a.e.c.
As grandes batalhas navais do século V, quando os Gregos derrotaram os invasores persas e Atenas e Esparta competiram pela supremacia, foram travadas e ganhas por esquadras de trirremes. As provas referentes a este tipo de navio são relativamente abundantes, provindo uma grande parte da literatura e da epigrafia da Atenas clássica e das escavações dos estaleiros do Pireu. A reconstrução de uma trirreme, na década de 80 do século XX, e os seus extensos testes no mar, aumentaram enormemente os
A guerra no século III a.e.c.
O sistema militar romano tinha como único proposito a aplicação maciça e constantemente renovada de pressão sobre a frente inimiga. As segunda e terceira linhas não eram verdadeiras reservas no sentido moderno do termo, e só nas legiões mais experientes eram capazes de manobrar. A instrução e a tática da legião adequavam-se às mil maravilhas as batalhas formais e quase ritualizadas da época. O campo de marcha, com a sua disposição formal e as amplas vias entre as linhas de tendas e atrás das
O Estado romano na era das Guerras Púnicas
Em 338, após acesa contenda, foi debelada a última grande rebelião das outras cidades latinas contra Roma. Depois deste conflito, a colonização romana seguiu um padrão de absorção acelerada do resto de Itália. Alguns territórios foram confiscados e utilizados para estabelecer colônias de cidadãos romanos e latinos. Muitas famílias nobres da Campânia, que permanecera leal a Roma, receberam a cidadania e foram incorporadas na elite governante romana. A Liga Latina foi abolida e os romanos não
Os enigmáticos etruscos
Um dos traços desse povo é a beleza artística e o grande número de afrescos funerários. Ao contrário dos gregos, cujas obras das épocas arcaica e clássica desapareceram, os etruscos tiveram a feliz ideia de decorar seus hipogeus, que são tumbas subterrâneas. Essa condição protegeu a arte, hoje exposta em condições especiais na Tarquínia, por exemplo, no museu ou no próprio sítio arqueológico da antiga necrópole de Monterozzi. Em 1985, também na Tarquínia, foi descoberta uma nova sepultura
A Outra Esparta
A influência espartana agora dominava a Grécia inteira. Mas, sem o menor tato, os espartanos instalavam governadores militares impopulares ou apoiavam oligarcas que perseguiam os opositores políticos. O resultado? Mais guerra, dessa vez promovida por um novo poder: a cidade de Tebas, ao norte de Atenas. O confronto decisivo entre a desafiante e a campeã aconteceu na Batalha de Leuctra, em 371 a.C. A derrota de Esparta foi completa. A cidade virou ruínas. Tornou-se irrelevante e foi absorvida
Prostitutas da Antiguidade
O fato de todos dependerem dos préstimos da lua para a propagação da espécie, da fertilização dos animais e das plantas, enfim, da boa colheita anual, em todos os sentidos, é que provocou, desde a mais remota antiguidade, um tipo especial de hieròs gámos, de casamento sagrado, uma união sagrada, de caráter impessoal. Trata-se das chamadas hierodulas, literalmente, escravas sagradas, porque adjudicadas, em princípio, a um templo, ou ainda denominadas prostitutas sagradas, mas sem nenhum sentido
Platão, o primeiro cristão
egundo artigo do pesquisador do Instituto de Estudos da Linguagern, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Fábio Della Paschoa Rodrigues, intitalado Amor e Neoplatonismo em Camões, Santo Agostinho e São Tomás de Aquino, fllósofos cristãos da Idade Media, 'apropriam-se' dos clássicos gregos e latinos porque acreditavam que a fiosofia amiga, sobretudo a de Aristóteles e Platão, podia ser reutilizada a luz de uma nova interpretação cristã. "Como assinalou Flemâni Cidade (Cf. Cidade, 1967:168), as idéias de Platão estavam em voga no século XVI devido ao movimento de reação antiaristotélico". Dessa maneira, o "filósofo do arnor" arrebatou diversos seguidores, quase religiosos. ".Ninguém melhor que o fllósofo para falar de tão elevado tema, através de suas alegorias com encanto poético. Além dlisso, 'sua doutrina era parecida com a da tradição cristã, que os poetas podiam exprimir pelos termos de uma a essência da outra, como confundindo na mesrna corrente de lírica inspiração águas manadas de fontes diferentes, mas do mesmo veio subterrâneo' (Cidade, 1967:169). Os poetas bebem dessas fontes, mas não se contentando com o sabor, alteram-nas de modo a tomá-las agradáveis a seu paladar. Eles procuram no platonisrno uma maior dligniflcaçao intelectual, encontrando nele a expressão filosófica do amor cristão"
A farmácia de Epicuro
Na cultura ocidental, o homem sempre se perguntou sobre o fim último da vida, e diversas respostas marcararn diferentes momentos da história de nossa civilização. Algumas dessas respostas foram importantes no processo de construção de nossa cultura. Por exemplo, para Aristóteles, o fim ultimo da vida è a busca da felicidade pela prática da virtude. Para Os pensadores cristãos, por outro lado, seria a salvação da alma conquistada pela prática da moral cristã. Uma terceira resposta foi formulada por Aristipo de Cirene, nascido em Cirene, cidade egipcia fundada por colonos gregos. Ele viveu provavelmente entre 435 e 356 a.e.c. O seu pensamento hedonista foi sistematizado por Epicuro (341-323 a.e.c), nascido na Cidade de Samos, pertencente a uma região grega recornhecida como Jônia, filho de um professor e de uma espécie de conselheira, que exercia uma atividade de vidente, feiticeira, atividade bem comum na sociedade grega.
O gás do Oráculo de Delfos
A tradição atribuía a inspiração profética do poderoso oráculo a fenômenos geológicos: uma fenda na terra, um vapor que subia dela e uma fonte de água. Há mais ou menos um século, os estudiosos rejeitaram esta explicação quando os arqueólogos, escavando o local, não encontraram qualquer sinal de fenda ou gases. Mas o antigo testemunho está bastante difundido e provém de várias fontes: historiadores como Plínio e Diodoro, filósofos como Platão, o dramaturgo Esquilo e o orador Cicero, o geógrafo
Atlântida
Em dois de seus diálogos, Timeu e Crítias, conta Platão que Sólon, quando de sua viagem ao Egito, interrogara alguns sacerdotes e um dels, que vivia em Saís, no Delta do Nilo, lhe relatou tradições muito antigas relativas a uma guerra entre Atenas e os habitantes da Atlântida. Esse relato do filósofo ateniense se inicia no Timeu e é retomado e ampliado num fragmento que nos chegou do Crítias. Os Atlantes, segundo o sacerdote de Saís, habitavam uma ilha, que se estendia diante das Colunas de
Alexandre Magno na Índia
Quando, oito meses depois da invasão da Índia, nos começos de 325 a.e.c., chegaram às braçadas finais do rio, ele decidiu separar suas forças em três corpos. Não era possível enfrenta o mar aberto com os navios da frota, pois eram insuficientes para transportar os soldados. Parte deles foi mantida a bordo sob o leme de Nearco, com a missão de enfrentar o Oceano Índico e ir encontrar-se com Alexandre depois, navegando pelo Golfo Pérsico. (Nearco, de origem cipriota, autor do livro de viagens
500 anos de Trevas
Assim que Champollion começou a decifrar a escrita egípcia, na década de 1820, foi dada a largada para uma corrida maluca: todo arqueólogo queria ser o descobridor de um novo faraó. Como guia para a tarefa, escolheram a lsita do escriba Maneton, uma relação de 30 dinastias de rei egípcios escrita no século 3 a.e.c.. por encomenda do farató Ptolomeu II (de origem grega), com o objetivo de estabelcer uma correlação entre as culturas egípcia e grega. A lista tinha uma temporal aparentemente
As subversivas e sedutoras amazonas
As amazonas pertencem ao domínio da transgressão. Essas guerreiras mitológicas simplesmente desprezavam os valores femininos vigentes na Antiguidade. Por isso, os gregos as viam como um desafio a qualquer
O Oráculo de Delfos
Como a procura pelas previsões era muita, marcar uma audiência demorava um bom tempo, obrigando a que, com o passar dos anos, outras instalações fossem construídas para abrigar os visitantes, formando um verdadeiro complexo de pequenos santuários
Orfismo
Falar de Orfismo é, no fundo, descontentar a gregos e troianos. Apesar dos pesares, vamos nós também entrar na guerra… Na realidade, o Orfismo é um movimento religioso complexo, em cujo bojo, ao menos a partir dos séculos VI-V a.C, se pode detectar uma série de influências (dionisíacas principalmente, pitagóricas, apolíneas e certamente orientais), mas que, ao mesmo tempo, sob múltiplos aspectos, se coloca numa postura francamente hostil a muitos postulados dos movimentos também religiosos supracitados. Embora de maneira sintética, porque voltaremos obrigatoriamente ao assunto mais abaixo, vamos esquematizar as linhas básicas de oposição entre Orfeu e os princípios religiosos preconizados por Dioniso, Apolo e Pitágoras.
Vida após a morte na Grécia Antiga
Na Grécia, ao que tudo indica, somente a partir do Orfismo, lá pelo século VII-VI a.e.c., é que o Hades, o Além, foi dividido em três compartimentos: Tártaro, Érebo e Campos Elísios. O fato facilmente se explica, é que o Orfismo rompeu com a secular tradição da chamada maldição familiar, segundo o qual não havia culpa individual, mas cada membro do guénos era co-responsável e herdeiro das faltas de cada um de seus membros, e tudo se quitava por aqui mesmo. Para os Órficos a culpa é sempre de responsabilidade individual e por ela se paga aqui; e quem não se purgar nesta vida, pagará na outra ou nas outras. Havendo uma retribuição, forçosamente terá que existir, no além, um prêmio para os bons e um castigo para os maus e, em conseqüência, local de prêmio e de punição.
Hoplita, exército de cidadãos livres
Há uma dezena de anos, o mundo dos especialistas em Antiguidade grega foi abalado pelo trabalho de Victor Davis Hanson, professor da Universidade da Califórnia. Desde então, as polêmicas não cessaram de circular ao redor das hipóteses e idéias apresentadas no livro O Modelo Ocidental da Guerra, com um subtítulo mais explícito: A Batalha da Infantaria na Grécia Clássica. Examinando de perto o sistema político-econômico das cidades gregas e as narrativas das batalhas de época, o historiador propõe
Foi Péricles quem fez!
Temístocles reconstruiu a muralha de Atenas. Címon decorou e equipou a praça pública, o bairro da Cerâmica e a Acrópole. Mas o verdadeiro “fazedor de obras” ateniense foi Péricles. O patriota Péricles desejava que a beleza de Atenas estivesse à altura de seu prestígio. Ao iniciar essas grandes transformações, ele garantia também trabalho aos atenienses. Dois trunfos permitiram que ele colocasse seus planos em execução: o decreto de 450 a.C. que lhe dava o direito de dispor do dinheiro necessário
Os Cultos de Dioníso
Dionísias Rurais - Celebravam-se no mês Posídon, o que corresponde, mais ou menos, à segunda metade de dezembro. São as mais antigas das festas áticas de Dionisio, mas pouco se sabe, até o momento, a respeito das mesmas. Realizavam-se apenas nos
Religião na Grécia Antiga
Enquanto no Oriente a atividade literária, como bem acentuou Nilsson, a conservação da tradição, a especulação e tudo quanto houvesse de ciência estavam nas mãos dos sacerdotes, tudo isto, na Grécia, desde a época mais antiga, era assunto de leigos, de poetas e de pensadores. Quando se tratava de assuntos mais graves atinentes à religião, os mesmos eram resolvidos pela (ekklesía), solicitando-lhes o consetimento através do Oráculo de Delfos, se se tratasse sobretudo de modificar cultos antigos o
Homero e a busca da virtude
Aquela exortação do pai orgulhoso a um filho que parte para a guerra continha a essência dos objetivos de um nobre, de um fidalgo: devotar-se na busca da excelência, sobrelevar-se, tornar-se alguém memorável. Todo o Código do Cavaleiro que por séculos iria orientar a aristocracia helênica baseava-se pois apenas nisso: a obrigação de tentar ser alguém extraordinário, inesquecível, cuja fama correria o mundo. Nada mais podia vir a interessar um autêntico guerreiro, que para tanto devia ser provido
Contribuição Minóica à religião grega
O deus atendeu-lhe o pedido, o que valeu ao rei o poder, sem mais contestação por parte de Sarpédon e Radamanto. Minos, no entanto, dada a beleza extraordinária da rês e desejando conservar-lhe a raça, enviou-a para junto de seu rebanho, não cumprindo o prometido a Posídon. O deus, irritado, enfureceu o animal, o mesmo que Héracles matou mais tarde (ou foi Teseu?) a pedido do próprio Minos ou por ordem de Euristeu. A ira divina, todavia, não parou ai, como se vera. Minos se casou com Pasífae, filha do deus Helio, o Sol, da qual teve vários filhos, entre os quais se destacam Glauco, Androgeu, Fedra e Ariadne. Para vingar-se mais ainda do rei perjuro, Posídon fez que a esposa do Minos concebesse uma paixão fatal e irresistível pelo touro. Sem saber como entregar-se ao animal, Pasifae recorreu as artes de Dédalo, que fabricou uma novilha de bronze tão perfeita, que conseguiu enganar o animal.
A Septuaginta alexandrina

A septuaginta alexandrina.

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Civilização Indiana
Uma breve história da Índia, da obscuridade aos guptas
Existem varias dificuldades na elaboração de uma síntese histórica da Índia. Para termos uma ideia dessas dificuldades, basta lembrar que a primeira data rigorosa da História da Índia é o ano 326 a.e.c. que assinala a invasão macedônica. Conhecemos, evidentemente, a existência de uma série infinda de acontecimentos que marcaram a vida política da grande península asiática através de milênios: faltam-nos, porém, os meios para uma exposição histórica segura e rigorosa que consiga estabelecer, com exatidão cronológica, a sequência no tempo e no espaço de boa porção dos citados acontecimentos. A Índia conheceu culturas paleolíticas e neolíticas que deixaram numerosos vestígios. A idade dos metais deixou também suas
França
Infância, uma evolução do despudor medieval à moral moderna
Uma das leis não escritas de nossa moral contemporânea, a mais imperiosa e a mais respeitada de todas, exige que diante das crianças os adultos se abstenham de qualquer alusão, sobretudo jocosa, a assuntos sexuais. Esse sentimento era totalmente estranho à antiga sociedade. O leitor moderno do diário em que Heroard, o médico de Henrique IV, anotava os fatos corriqueiros da vida do jovem Luís Xlll ' fica confuso diante da liberdade com que se tratavam as crianças, da grosseria das brincadeiras e da indecência dos gestos cuja publicidade não chocava ninguém e que, ao contrário, pareciam perfeitamente naturais. Nenhum outro documento poderia dar-nos uma ideia mais nítida da total ausência do sentimento moderno da infância nos últimos anos do século XVI e início do XVII.
Filosofia Clássica
Entendendo Platão, um suprassumo em 5 minutos
Platão, o mais 'nobre' dos discípulos de Sócrates, foi o seu mais fiel defensor e o que mais fez referências a ele, a tal ponto que os estudiosos chegam a ter certa dificuldade em separar as ideias e conceitos de Sócrates, que nunca escreveu nada, das ideias e conceitos do próprio Platão, que se tornou assim, a voz socrática que ecoa ao longo dos milênios. Platão nasceu em berço de ouro no V século antes da era comum mais precisamente em 428, e morreu em 347. Sua educação, como a de qualquer cidadão de família aristocrática, foi voltada ao governo e a guerra, educado nas letras clássicas e nos esportes, fato comprovado pelo seu epiteto 'Platão' que significa 'costas largas'. Platão era o filósofo atleta. Não há relatos sobre sua vida amorosa, diferentemente de Aristóteles que era conhecido por seu amor ao sexo feminino. Platão fora fortemente abalado e influenciado pelo julgamento, condenação e execução de Sócrates, fato que considerava até certo ponto como sua própria culpa.
Civilização
A descoberta da infância
Até por volta do século XII, a arte medieval desconhecia a infância ou não tentava representá-la. É difícil crer que essa ausência se devesse à incompetência ou à falta de habilidade. É mais provável que não houvesse lugar para a infância nesse mundo. Uma miniatura otoniana do século XII nos dá uma idéia impressionante da deformação que o artista impunha então aos corpos das crianças, em um sentido que nos parece muito distante de nosso sentimento e de nossa visão. O tema é a cena do Evangelho em que Jesus pede que se deixe vir a ele as criancinhas[1], sendo o texto latino claro: parvuli. Ora, o miniaturista agrupou em torno de Jesus oito verdadeiros homens, sem nenhuma das características da infância: eles foram simplesmente reproduzidos em uma escala menor. Apenas seu tamanho os distingue dos adultos. Em uma miniatura francesa do fim do século XII as três crianças que São Nicolau ressuscita estão representadas numa escala mais reduzida que os adultos, sem nenhuma diferença de expressão ou de traços. O pintor não hesitava em dar à nudez das crianças, nos raríssimos casos em que era exposta, a musculatura do adulto: assim, no livro de salmos de São Luís de Leyde[2] datado do fim do século XII ou do início do XIII, Ismael, pouco depois de seu nascimento, tem os músculos abdominais e peitorais de um homem. Embora exibisse mais sentimento ao retratar a infância, o século XIII continuou fiel a esse procedimento. Na bíblia moraliza da de São Luís, as crianças são representadas com maior freqüência, mas nem sempre são caracterizadas por algo além de seu tamanho. Num episódio da vida de Jacó, Isaque está sentado entre suas duas mulheres, cercado por uns 15 homenzinhos que batem na cintura dos adultos: são seus filhos[3]. Quando Jó é recompensado por sua fé e fica novamente rico, o iluminista evoca sua fortuna colocando Jó entre um rebanho, à esquerda, e um grupo de crianças, à direita, igualmente numerosas: imagem tradicional da fecundidade inseparável da riqueza. Numa outra ilustração do livro de Jó, as crianças aparecem escalonadas por ordem de tamanho.
Civilização
O surgimento do conceito das idades da vida
Um homem do século XVI ou XVII ficaria espantado com as exigências de identidade civil a que nós nos submetemos com naturalidade. Assim que nossas crianças começam a falar, ensinamos-lhes seu nome, o nome de seus pais e sua idade. Ficamos muito orgulhosos quando Paulinho, ao ser perguntado sobre sua idade, responde corretamente que tem dois anos e meio. De fato, sentimos que é importante que Paulinho não erre: que seria dele se esquecesse sua idade? Na savana africana a idade é ainda uma noção bastante obscura, algo não tão importante a ponto de não poder ser esquecido. Mas em nossas civilizações técnicas, como poderíamos esquecer a data exata de nosso nascimento, se a cada viagem temos de escrevê-la na ficha de polícia do hotel, se a cada candidatura, a cada requerimento, a cada formulário a ser preenchido, e Deus sabe quantos há e quantos haverá no futuro, é sempre preciso recordá-la. Paulinho dará sua idade na escola e logo se tornará Paulo N, da turma x.
Cultura
Da aprendizagem tribal nasce a Escola, e com esta, acentua-se a diferença de classes
Mesmo em algumas sociedades primitivas, quando o trabalho que produz os bens e quando o poder que reproduz a ordem são divididos e começam a gerar hierarquias sociais, também o saber comum da tribo se divide, começa a se distribuir desigualmente e pode passar a servir ao uso político de reforçar a diferença, no lugar de um saber anterior, que afirmava a comunidade. Então é o começo de quando a sociedade separa e aos poucos opõe: o que faz, o que se sabe com o que se faz e o que se faz com o que se sabe. Então é quando, entre outras categorias de especialidades sociais, aparecem as de saber e de ensinar a saber. Este é o começo do momento em 'que a educação vira o ensino, que inventa a pedagogia, reduz a aldeia à escola e transforma "todos" no educador.
Civilização
O processo de ensino-aprendizagem nas sociedades tribais
De tudo o que se discute hoje sobre a educação, algumas das questões entre as mais importantes estão escritas nesta carta de índios. Não há uma forma única nem um único modelo de educação; a escola não é o único lugar onde ela acontece e talvez nem seja o melhor; o ensino escolar não é a sua única prática e o professor profissional não é o seu único praticante. Em mundos diversos a educação existe diferente: em pequenas sociedades tribais de povos caçadores, agricultores ou pastores nômades; em sociedades camponesas, em países desenvolvidos e industrializados; em mundos sociais sem classes, de classes, com este ou aquele tipo de conflito entre as suas classes; em tipos de sociedades e culturas sem Estado, com um Estado em formação ou com ele consolidado entre e sobre as pessoas. Existe a educação de cada categoria de sujeitos de um povo; ela existe em cada povo, ou entre povos que se encontram. Existe entre povos que submetem e dominam outros povos, usando a educação como um recurso a mais de sua dominância. Da família à comunidade, a educação existe difusa em todos os mundos sociais, entre as incontáveis práticas dos mistérios do aprender; primeiro, sem classes de alunos, sem livros e sem professores especialistas; mais adiante com escolas, salas, professores e métodos pedagógicos.
Psicologia Evolucionista
Quatro questões sobre o comportamento animal
De uma forma ou outra, o comportamento animal tem sido estudado por milhares de anos. O comportamento animal era importante nas eras antigas por alguns dos mesmos motivos que é importante agora. Os caçadores e pescadores mais habilidosos geralmente são aqueles que conseguem fazer previsões sobre o comportamento de sua presa. É importante saber que salmões em desova não respondem à isca do pescador, que os roedores fogem em direção ao escuro enquanto os pássaros fogem rumo à luz e que muitos animais lutarão, alguns ferozmente, quando capturados. Por razões práticas o estudo do comportamento animal ocupou a franja da consciência humana durante séculos. Mais recentemente, quando os animais foram domesticados e postos a trabalhar, se tornou necessário a aprendizagem de algumas coisas sobre eles. Cavalos poderiam ser treinados para serem montados e para puxarem carros ou ferramentas agrícolas. Cães poderiam ser treinados para rastrearem presas ou protegerem os humanos, os gatos não.
Portugal
Império marítimo português: o Estado da Índia
Como sistema econômico, o Estado da índia era efetivamente a articulação da «carreira da índia», a grande rota transoceânica que ligava Lisboa ao colonato português de Goa, na costa ocidental da India, e a uma série de escalas que conectavam vários lugares da Ásia a Goa e à carreira. Os Portugueses procuraram monopolizar o comércio do oceano Indico, eliminando rivais poderosos (Turcos, Mamelucos e Guzerates) e controlando o comércio a partir de uma série de feitorias e fortalezas que vieram a estender-se de Sofala (África Oriental) a Ormuz (golfo Pérsico), Cochim (índia Ocidental), Malaca (Malásia) e além-Macau (China). A alfândega da Casa das índias, em Lisboa, o vice-rei e outros agentes régios presentes nos portos e feitorias do oceano índico administravam o monopólio real sobre a pimenta, a canela e outras especiarias. Durante a primeira metade do século XVI, este sistema proporcionou lucros consideráveis à coroa. Contudo, após a penetração portuguesa original e as primeiras vitórias militares, o comércio local do oceano índico recuperou e encontrou maneiras de abastecer as antigas rotas das caravanas para o Médio Oriente. As contínuas tentativas portuguesas para estrangular este comércio concorrente fizerem disparar os custos da operação imperial e acabaram por se revelar infrutíferas. A política foi alterada. Em vez de eliminarem o comércio local, os Portugueses procuraram controlar e taxar o comércio privado através de um sistema de «cartazes» (licenças), que gerou receitas apreciáveis para o Estado da índia mas permitiu o desenvolvimento das rotas alternativas do comércio das especiarias e minou o monopólio da carreira, que continuava a ser a principal aposta da coroa.
Mitologia Romana
A mitologia dos etruscos
Os etruscos eram os habitantes aborígines do centro da Itália, e sua cultura foi o berço da civilização romana. Com frequência isto é menosprezado, pois os romanos enfatizavam sua herança latina, sua origem troiana e raízes helênicas. Depois que os romanos saquearam a cidade etrusca de Veios em 396 a.e.c., os etruscos foram incorporados à república de Roma e sua cultura tornou-se quase invisível. Os etruscos acreditavam em vários deuses. Sua tríade regente consistia em Tinia, o rei dos céus; Uni, sua esposa, deusa do cosmo; e Minerva, deusa da sabedoria e da guerra, que nascera da cabeça de Tinia. Em Roma, essa tríade se transformou nos deuses do Capitólio: Júpiter, Juno e Minerva.
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História
  • As religiões na Índia antiga

    Como entre outros povos do Oriente, o espírito religioso impregnou sobremaneira a atividade das populações da índia. Desde a Proto-história Indiana, o fator religioso exerce papel preponderante na Civilização da península. Segue-se daí, evidentemente, que, pelo menos, uma visão de conjunto das religiões da Índia é indispensável para completar um estudo, ainda qu

História
  • A economia da Índia antiga

    Os invasores arianos foram primeiramente pastores. Em breve, porém, se adaptaram às técnicas agrícolas desenvolvidas, talvez por influência da Mesopotâmia, na bacia do Indo. Entre os principais produtos agrícolas figuravam a cevada, o trigo, a ervilha, o sésamo, o algodão, a cana de açúcar, legumes de diversas espécies, árvores frutíferas, etc. Com cereais era f

História
  • Estrutura social e sistemas de castas na Índia

    A simples menção da estrutura social na índia traz-nos imediatamente à mente o famoso sistema de castas. A sociedade anterior à invasão ariana, segundo opinião corrente, não conheceu essa divisão social. A sociedade ariana estava estruturada em três camadas que, na Índia védica, receberam a designação de brahman, ksatra e vic; os sudras não são mencionados nos V